Eleições 2008: vagas para 13.500 técnicos

Vejam só, eleições também podem ser oportunidade para ganhar algum dinheiro – e sem distribuir santinhos. A Probank, empresa de serviços de informática de Belo Horizonte (MG), deu início ao processo de contratação de 13.587 técnicos.
Eles serão destacados para instalar e manter em funcionamento as urnas eletrônicas das próximas eleições para prefeito e vereador.
São três [...]

As opções acima estão abaixo. Mas ninguém notou

As opções acima estão abaixo. Mas ninguém notou

Vejam só, eleições também podem ser oportunidade para ganhar algum dinheiro – e sem distribuir santinhos. A Probank, empresa de serviços de informática de Belo Horizonte (MG), deu início ao processo de contratação de 13.587 técnicos.

Eles serão destacados para instalar e manter em funcionamento as urnas eletrônicas das próximas eleições para prefeito e vereador.

São três cargos: técnico de urna, técnico de comunicação via satélite e técnico de pólo. Todos deverão se cadastrar para técnico de urna; os outros cargos serão preenchidos com os candidatos mais capacitados. Os salários são de R$ 523,47 (urna), R$ 626,25 (comunicação) e 812,88 (pólo).

Interessado? Então cadastre-se aqui. E consulte também os pré-requisitos: um deles é ter conta aberta no Banco Bradesco ou Banco Postal, que é por onde os pagamentos serão efetuados. Sorte desses bancos.

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“Folha” publica endereço de e-mail do prefeito e de 26 administradores de São Paulo

Quase não acreditei quando vi, à página A4 do caderno Brasil da “Folha de S.Paulo” de ontem, 28 de julho, uma lista com os e-mails pessoais do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e de 26 subprefeitos.
A matéria? Era sobre uma articulação promovida pelo prefeito junto a seus subalternos para influenciar numa pesquisa de opinião [...]

Quase não acreditei quando vi, à página A4 do caderno Brasil da “Folha de S.Paulo” de ontem, 28 de julho, uma lista com os e-mails pessoais do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e de 26 subprefeitos.

A matéria? Era sobre uma articulação promovida pelo prefeito junto a seus subalternos para influenciar numa pesquisa de opinião que seria efetuada pelo Datafolha nas ruas da cidade.

Bom, o e-mail – enviado por Kassab – foi publicado, com as terminações dos endereços borradas por um efeito semelhante ao “Blur” do Photoshop.

Ocorre que, para bom entendedor, basta a silhueta do endereço. E aí descobrimos os provedores, e pronto. A lista inclui UOL, Yahoo, Terra, IG, Hotmail, Bol e por aí vai.

Como é tempo de eleições, quem quiser mandar seu recado diretamente para o prefeito, é só consultar a “Folha”…

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Teste Retrô: TK90X (1985)

Em junho de 1985, chegava ao mercado mais um microcomputador brasileiro, filhote da reserva de mercado: o TK90X. Parte do acervo deste Versão Zero, a unidade 35.002 é o novo alvo do Retro-review – Teste Retrô, série que apresenta as máquinas que fizeram a história da informática brasileira.
O TK90X foi o segundo melhor computador Sinclair-compatível [...]

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Em junho de 1985, chegava ao mercado mais um microcomputador brasileiro, filhote da reserva de mercado: o TK90X. Parte do acervo deste Versão Zero, a unidade 35.002 é o novo alvo do Retro-review – Teste Retrô, série que apresenta as máquinas que fizeram a história da informática brasileira.

O TK90X foi o segundo melhor computador Sinclair-compatível produzido pela Microdigital. O melhor foi o TK95, com teclado de verdade. Por dentro, contudo, eram iguais – e tinham a imagem em cores na TV como diferencial. Os outros – TK80, TK82C, TK83 e TK85 – usavam o mesmo Basic, mas tinham bem menos memória e eram (snif!) em preto e branco.

Leia mais sobre memória da computação

>> Micro brasileiro dos anos 80, um item raro

>> Uma visita à Apple, pelo túnel do tempo

O TK90X é cópia de um computador inglês, o ZX Spectrum da Sinclair Research. Voltados para iniciantes, os computadores TK eram os mais baratos do mercado. Isso não queria dizer acessível. Segundo o fansite TK90X, na época do lançamento o modelo de 48 KB custava Cr$ 1.749.850. Na época, o salário mínimo era de Cr$ 333 mil.

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Não era, portanto, brinquedo de filho de operário. Mas era um brinquedo. Caixa de plástico, teclado de borracha, fonte externa, sinalização de silk screen que apagava com o tempo eram suas características. Mas ele entendia Basic, e com ele técnicos e engenheiros tinham uma potente calculadora programável.

O visor dessa calculadora tinha que ser uma TV. O TK90X ligava-se ao “monitor” por um cabo RF (radiofreqüência), tal como o videogame Atari. Era preciso sintonizar a TV no canal 3 para enxergar a tela do TK. Para guardar e carregar programas e dados, era preciso usar um gravador e fitas cassete.

Para devolver a vida ao TK, usei um televisor de tubo Philips e um gravador portátil Panasonic RQ-L31, comprado há dois anos. Encontrei algumas fitas velhas com programas da época, mas a única que funcionou a contento foi a fita “Arco Íris”, com um curso sobre o TK e que era enviada junto com o aparelho.

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Tal como fiz com o Apple da Milmar, escrevi um programa em Basic para cálculo de fatorial. Aliás, digitar no TK é um pouco diferente, já que cada tecla tem diversas funções. Para digitar o comando Print, por exemplo, não se escreve letra a letra; basta teclar P. Outras funções são acessíveis apertando as teclas Caps Shift e Symbol Shift.

E não é que o sistema funciona? Além de poupar digitação, as funçõezinhas pré-programadas e impressas no teclado transformam a programação num divertido jogo de caça-palavras. Quem não está acostumado fica procurando por elas no teclado. As pintadas em vermelho são as mais difíceis de achar sob luz fraca.

Usar o cassete foi outra aventura. Para minha alegria, a carga da fita “Arco Íris” funcionou na primeira. Gravar meu programa de fatorial (usei uma fita nova) também foi moleza. Mas quem disse que eu conseguia carregá-lo de novo? Foi preciso uma sessão de ajustes no volume para encontrar o ponto ideal de leitura. Depois de seis ou sete tentativas, deu certo.

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Não é o caso de dizer que o TK é ruim. Um estudante de Exatas da época iria se maravilhar com a coisa. Imagine fazer integração numérica, cálculos estatísticos, aproximações polinomiais de funções, resolução de sistemas com matrizes e interpolações com qualquer técnica, sem precisar ir à Nasa!

Muitos periféricos foram prometidos para o TK. Impressora, leitor de disquetes… Coisas que só cheguei a ver em revistas. Alguns foram realmente lançados, mas o preço proibitivo (a impressora térmica custava bem mais que o computador) fez deles itens raros, muito raros. A Microdigital ainda iria produzir clones de Apple, de videogame e de PC.

Teste Versão Zero: TK90X
Processador Z80A de 3,58 Mhz
RAM 48 KB
Teclado Borracha, 40 teclas
Vídeo TV, 24 linhas x 32 colunas
Resolução 256 x 192 pixels
Fonte 9 volts DC, 600 mA
Lançamento Junho de 1985
Fonte: www.tk90x.com.br

Uma curiosidade: sabe qual foi o último produto da Microdigital antes de fechar? Um teclado musical. De brinquedo…

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