Google premia meninas da computação no Brasil

Dizem que empresas têm DNA. Se é assim, então o bom-mocismo é parte integrante do DNA do Google.
Que outra forma de explicar o prêmio, inventado pela empresa, para as meninas da TI?
Explico: é que começam hoje as inscrições para o “Brazil Women in Technology Award”, concurso do Google que vai destacar a aluna mais criativa [...]

Dizem que empresas têm DNA. Se é assim, então o bom-mocismo é parte integrante do DNA do Google.

Que outra forma de explicar o prêmio, inventado pela empresa, para as meninas da TI?

Explico: é que começam hoje as inscrições para o “Brazil Women in Technology Award”, concurso do Google que vai destacar a aluna mais criativa e competente dos cursos de Computação do país.

E quais os critérios para se candidatar? Simples. Elas devem ser mulheres (óbvio!) e estar matriculadas em um curso de graduação de tempo integral, ou em um programa de pós-graduação, em uma universidade brasileira em 2009.

Isso não quer dizer que ela deve ser brasileira. Estudantes internacionais e estrangeiras com visto de residência podem se candidatar.

O ponto mais desafiador: a média geral deve ser maior ou igual a 8.

O prêmio consiste em um “prêmio” (óbvio 2!), além de uma visita à sede do Google em Belo Horizonte, com direito a palestras, bate-papos, almoços e quetais. Uma vaguinha na empresa não está prometida, mas também não é descartada.

As inscrições vão até 8 de setembro, mas é bom não deixar para a última hora, pois entre os documentos necessários para inscrição estão cartas de recomendação.

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Chip brasileiro: será que desta vez vai?

Leio na revista “Retrato do Brasil” deste mês (número 11) que o Brasil vai voltar a produzir chips. O santo do milagre é o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada – Ceitec, em Porto Alegre (RS). Vale dizer que será a única fábrica do gênero ao sul dos Estados Unidos. Seu primeiro projeto, um [...]

Leio na revista “Retrato do Brasil” deste mês (número 11) que o Brasil vai voltar a produzir chips. O santo do milagre é o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada – Ceitec, em Porto Alegre (RS). Vale dizer que será a única fábrica do gênero ao sul dos Estados Unidos. Seu primeiro projeto, um chip para rastreamento de gado, está prestes a virar produto.

A criação do Ceitec é curiosa. Seu maquinário foi doado ao Rio Grande do Sul pela empresa norte-americana Motorola na virada do milênio (diz a revista que o Governo de São Paulo, a quem as máquinas foram inicialmente oferecidas, não se interessou pelo projeto). A empresa também custeou o frete – estima-se que US$ 1 milhão tenham sido gastos no transporte do maquinário, por avião, de Austin, Texas, ao Rio Grande.

Para montar a instalação, no entanto, seriam precisos outros US$ 36 milhões – daí o providencial aporte de captal do governo federal no projeto, que já conta com o apoio do Estado e da Prefeitura, além de várias universidades e da própria Motorola – que, além de doar as máquinas, também ofereceu o treinamento para sua operação.

Novela nova, roteiro antigo

O Brasil já teve microeletrônica. Jorge Tapia nos conta, no livro “A Trajetória da Política de Informática Brasileira” (Papirus/Ed. da Unicamp), que em 1981, sob a asa da reserva de mercado, o governo selecionou três empresas – Sid, Itaú (Itaucom) e Docas de Santos (Elebra) – para produzir circuitos integrados. Para projetá-los, o governo criou o Centro Tecnológico para Informática (CTI), em Campinas. Tudo isso, hoje, é história, como rememora Tapia.

E o Brasil, sem uma indústria de semicondutores, importa toneladas de chips pagos com dólares provenientes da exportação de minérios e alimentos, além dos dólares que entram no país a título de investimento. O problema desse modelo é que, se o ritmo dos investimentos desacelerar, a simples venda de soja e ferro ao Exterior pode não equilibrar o pagamento pela tecnologia que a gente consome.

Quem gostou da idéia da fábrica de chips e estiver disposto a ajudar, fique de olho: há diversas vagas abertas nas áreas de design e fabricação. Pode ser a oportunidade de uma vida – e de fazer história.

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