Widescreen: área menor, preço maior

Foi num e-mail promocional que percebi a sutileza: um novo monitor LCD oferecia visualização widescreen com proporção 16:10.
Esta não é a proporção costumeira para widescreen – que, originalmente, foi definida como 16:9. Os monitores convencionais têm proporção entre largura e altura definida como 4:3.
Haveria motivação lógica para isso? Vamos à matemática da coisa.
Dividindo largura por altura, temos o [...]

Foi num e-mail promocional que percebi a sutileza: um novo monitor LCD oferecia visualização widescreen com proporção 16:10.

Esta não é a proporção costumeira para widescreen – que, originalmente, foi definida como 16:9. Os monitores convencionais têm proporção entre largura e altura definida como 4:3.

Haveria motivação lógica para isso? Vamos à matemática da coisa.

Dividindo largura por altura, temos o que se definiu em inglês como aspect ratio – algo como razão de forma, em português. A tela 4:3 tem aspect ratio de 1,33; a tela 16:9, de 1,78 (os valores são aproximados, já que as divisões não são exatas).

Em seguida, usamos o Teorema de Pitágoras (que estabelece relação entre os lados de um triângulo retângulo) para comparar 3 telas com 19 polegadas, mas com razões diferentes.

O resultado pode ser conferido na tabela abaixo (alguns cálculos podem ter pequenas diferenças por causa de arredondamentos).

Comparação entre monitores de 19”
Largura Altura Razão Área (pol) Perda (%)
4 3 1,33 173,28 0,00%
16 9 1,78 154,26 10,98%
16 10 1,6 162,24 6,37%

Conclusão: uma tela widescreen com aspect ratio 16:9 é quase 11% menor que outra de mesma polegada, mas com aspect ratio convencional de 4:3. No caso da proporção 16:10, a perda é menor (6,4%), mas existe.

Segundo algumas fontes, a indústria de telas preferiu adotar a proporção 16:10 em vez da 16:9 por razões de fabricação – provavelmente por não ser necessário trabalhar com tantas aproximações decimais. Ainda assim, a economia - para o lado do fabricante – é preservada.

E pensar que, quando foram lançadas, os monitores widescreen ainda custavam mais do que os convencionais…

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Notebook a 898 reais no Wal-Mart

Há algum tempo seria impossível encontrar um notebook novo por menos de mil reais. Mesmo nos EUA.
Agora, eis que abro os jornais e me deparo com um grande anúncio da rede de supermercados Wal-Mart, no Brasil, anunciando um notebook por 898 reais. E você pode pagar em até 12 prestações de R$ 74,83.
Leia mais sobre notebooks [...]

Há algum tempo seria impossível encontrar um notebook novo por menos de mil reais. Mesmo nos EUA.

Agora, eis que abro os jornais e me deparo com um grande anúncio da rede de supermercados Wal-Mart, no Brasil, anunciando um notebook por 898 reais. E você pode pagar em até 12 prestações de R$ 74,83.

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O que se sabe do portátil? Pelo anúncio, quase nada. A não ser que é um micro genérico, sem marca; que usa processador Celeron M530; que vem com 1 GB de memória RAM, 80 GB de HD e gravador de CD/leitor de DVD; que tem tela de 14 polegadas, rede sem fio e sistema operacional Linux.

Não deixa de ser curioso. Afinal, só a memória e o HD, juntos, custariam cerca de 400 reais se comprados em separado. E 898 reais é menos do que se pede por muito desktop por aí.

A essa hora, imagino que já não tenha sobrado nenhum para contar sua estória. Mas, se alguém o tiver comprado e quiser deixar suas impressões aqui, fique à vontade.

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Um controle de game para o Eee PC

Essa até que demorou para acontecer: segundo o serviço de notícias do IDG, a Asustek vai produzir controles para jogo similares aos do Nintendo Wii.
Os controles Wii Remote, ou simplesmente Wiimote, são o que há de melhor no console da Nintendo. Eles usam diversos sensores para captar os movimentos do jogador. Como funcionam sem fio, dão liberdade [...]

Essa até que demorou para acontecer: segundo o serviço de notícias do IDG, a Asustek vai produzir controles para jogo similares aos do Nintendo Wii.

Os controles Wii Remote, ou simplesmente Wiimote, são o que há de melhor no console da Nintendo. Eles usam diversos sensores para captar os movimentos do jogador. Como funcionam sem fio, dão liberdade plena para os mais diversos tipos de jogos, em especial àqueles que simulam atividades esportivas.

Pelas informações preliminares, não dá para saber se os Eee Sticks, como foram chamados, vão simular todos os truques do Wiimote. Os controles da Nintendo, por exemplo, comunicam-se com o console por uma conexão Bluetooth e são capazes de vibrar e de emitir sons (graças a um pequeno alto-falante embutido).

Como é fácil imaginar, os controles da Asustek nao foram chamados de Eee Sticks por acaso. Eles serão fornecidos como acessórios de portáteis e desktops da linha Eee PC, cujo sucesso deve ter surpreendido até a própria Asus. Mas a promessa é que eles funcionem em qualquer PC com porta USB.

Os Eee Sticks serão vendidos em combinação com pacotes de jogos que, em Taiwan, custarão entre 66 e 82 dólares. Não se sabe quanto custaria por aqui. Mas uma coisa é certa: se uma empresa chinesa fez, muitas outras farão.

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