
Já estamos perdendo a conta do número de mini-notebooks lançados no mercado internacional. No Brasil, o nicho dos portáteis baratinhos é representado, até agora, por 2 modelos: o Eee PC, da Asus, e o Mobo, da Positivo Informática.
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O Mobo e o Eee PC são bastante parecidos. Ambos têm tela LCD de 7 polegadas e usam memória flash no lugar do HD. Mas também há diferenças importantes entre os dois, e que podem ser decisivas na hora da compra.
Este novo teste de Versão Zero concentra-se no Mobo, um micrinho que compartilha o mesmo hardware que o Kira, da espanhola Airis. É preciso reconhecer que o Mobo foi bem adaptado ao uso no Brasil: tem teclado com cedilha e manual e sistema operacional em português.

Sistema espremido
O Mobo vem com Windows XP Home, atualizado com o Service Pack 2. O sistema se espreme nos 2 GB da memória flash; sobram 800 MB livres para outros arquivos e programas. A compactação de dados já vem ligada e o tamanho do arquivo de paginação é zero.
Sem arquivo de paginação – um truque de software que faz o computador aparentar ter mais memória RAM do que realmente tem, descarregando o excesso no HD -, o Windows fica dependendo unicamente da memória física, que é de menos de 500 MB (descontados daí o naco dedicado à memória de vídeo).
Não que a falta da paginação seja limitadora: carregamos uma dezena de aplicativos sem ameaçar o funcionamento do sistema. Mas, se for fazer algo mais pesado, como editar fotos ou vídeo, cuidado.
Outro sinal de ambiente limitado é que a opção Hibernar deve ser usada com cautela. Essa opção, que economiza tempo na hora de ligar o sistema, até pode ser ligada, mas vai tomar 447 MB, ou metade do espaço livre no disco (isso é necessário para guardar uma “fotografia” da memória na hora em que o micro é desligado).
Se o espaço no drive C for mesmo um problema, uma solução é encaixar um cartão SD ou SDHC no slot frontal – uma espécie de upgrade instantâneo para o armazenamento de grandes arquivos, como músicas e filmes. Ou apelar para um HD externo, como o da foto que abre este teste.

Máquina zerada
Apesar de ser um exemplar que já passou por muitos testes, o Mobo chegou ao laboratório do Versão Zero como se tivesse vindo da fábrica. Ligamos o micrinho e logo o Windows XP pediu dados para criação de usuários e sugeriu o registro do sistema na Microsoft.
O processo de inicialização inclui também a criação de uma conta na internet discada da Positivo, um serviço que é prestado pela Brasil Telecom. Isso pode ser deixado de lado, caso se vá usar alguma banda larga ou conexão sem fio (Wi-Fi). Mas é bom saber que tem.
Há também um serviço online de consulta ao dicionário Aurélio, com franquia de um ano. O cadastro no site do dicionário exige número de série do PC, usuário e senha, e a consulta só poderá ser feita a partir de um computador Positivo. Essa verificação é feita por um controle ActiveX, que é baixado no micro logo no primeiro acesso.
A lista de softwares inclui ainda os gratuitos BrOffice – conjunto de aplicativos de escritório com planilha eletrônica, processador de textos e software de apresentação – e Adobe Reader. Faltou o Java, que é essencial para muitos sites e que nós tivemos de instalar por conta própria.
| Dicas para usar bem o Mobo |
| Para digitação prolongada |
| Use teclado e mouse USB de tamanho natural. Se |
| possível, use também monitor externo |
| Para navegação na internet |
| Use a tecla F11 para expandir a tela do navegador |
| Para aumentar a área da trabalho |
| Oculte a barra de tarefas do Windows clicando nela com |
| o botão direito e escolhendo Propriedades, Ocultar |
| Automaticamente a Barra de Tarefas. Para fazê-la |
| aparecer de novo, arraste o cursor para o rodapé da tela |
| Para melhorar a leitura de textos |
| Ative o ClearType, que suaviza o contorno das letras. |
| Clique com o botão direito na área de trabalho e escolha |
| Propriedades, Aparência, Efeitos e trocando “padrão” |
| para “ClearType” |
| Para estender a duração da bateria |
| Desligue o Wi-Fi quando não estiver usando e diminua o |
| brilho da tela LCD |
Ajuste fino
O Java não foi o único acerto necessário no Mobo saído da caixa. Depois de ligar o micro, notamos que a imagem parecia distorcida. Decidimos então mudar o modo de exibição para ajustar o Windows ao formato widescreen, clicando na área de trabalho com o botão direito e escolhendo o modo 800×480, True Color, 60 Hertz na ficha Propriedades, Adaptador.
A digitação no Mobo é relativamente confortável. Conta pontos os cantos arredondados da base, que se encaixam bem nas palmas das mãos. Mas não vá pensar em passar horas digitando no micrinho. Se isso for mesmo preciso, arranje um teclado USB e, se der, ligue um monitor externo à saída VGA.
Mesmo porque o teclado do Mobo traz algumas idiossincrasias. Exemplo: é preciso apertar Alt-Gr, Q para obter a barra /, e Alt-Gr, W para obter a interrogação ? (foto abaixo). Se você tiver um teclado externo ABNT2, bastará espetar e usar.

O sistema de restauração da configuração original do Mobo também é curioso. Exige o uso de um pen drive de pelo menos 1 GB. A Positivo fornece apenas o CD com o sistema original. A partir desse CD, a pessoa poderá usar um PC comum e criar, no pen drive, os arquivos necessários para a restauração. Esse pen drive servirá de “disco de boot” para o Mobo. Depois de utilizado, será preciso reformatar o pen drive usando, de novo, o CD da Positivo.

Bateria nota dez
A duração da bateria é a grande surpresa. Ligado e carregado, o Mobo promete funcionar por 4h40. Deixamos rodar “O incrível homem que derreteu”, com som e Wi-Fi ligados e tela no brilho máximo. No fim, o XP ainda acusava energia para mais 3h00. Rodamos o filme mais uma vez, até o fim. E ainda sobrou gás no Mobo para 1h14 de operação.
O segredo está no processador. O Via C7-M ULV ajusta sua velocidade – e, portanto, seu consumo de energia – à tarefa que estiver sendo executada. Tem que exibir vídeo? Tome potência. Vai apenas digitar texto? Ok, vamos economizar.
Isso acaba distorcendo um pouco a estimativa que o Windows XP faz da durabilidade da carga. Em certo momento do teste, quando navegávamos na internet, o sistema prometia autonomia de 40 minutos, mas bastou rodar um vídeo do YouTube para que o sistema desligasse abruptamente, sem avisar ninguém.
E upgrade, dá para fazer? Segundo o manual, não. Diz lá: “A arquitetura do Positivo Mobile Mobo não permite que se acrescentem dispositivos internos de expansão, ou seja, não é possível realizar upgrade”. De fato, não há sequer uma porta de acesso à memória RAM (foto acima). Relatos na internet dão conta de que a troca de RAM é possível, desde que se remova o teclado. Portanto, se for realmente necessário, melhor procurar um técnico.
O que é legal no Mobo
Posição do microfone no teclado melhora recepção da voz
Tela LCD brilhante
Longa duração da carga da bateria
Boa ventilação contra o superaquecimento
Cabe numa bolsa pequena e não chama atenção
O que não é tão legal assim
Poucas opções de ajuste de iluminação da tela
Posição frontal do slot de memória atrapalha encaixe
Carregador grande e com tomada de 3 pinos
Só tem duas portas USB
Não dá para ampliar a memória RAM
| Por dentro do Mobo |
| Processador Via C7-M ULV de 1 Ghz |
| Tela LCD TFT de 7 polegadas, widescreen |
| Memória RAM de 512 MB DDR2 |
| Webcam embutida, resolução de 640×480 (0,3 MP) |
| Memória flash de 2 GB (tem a função do HD) |
| Leitor de cartões 3 em 1 (para SD, MMC e MS) |
| Porta de rede 10/100 Mbps |
| 2 portas USB |
| Porta VGA |
| Rede sem fio Wi-Fi 802.11 b/g |
| Modem interno 56Kbps |
| Bateria Li-Ion 4800 mAh; autonomia aproximada 4 h |
| Teclado de 80 teclas, |
| Touchpad com 2 botões, controle de rolagem de tela |
| Alto-falantes e microfone embutidos |
| Peso: 1,1 kg |
| Acompanha: bateria, carregador, bolsa protetora |
| Preço: 999 reais |








30 de June de 2008 às 19:35
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