
Matéria curiosa no The New York Times: o rápido crescimento do número de servidores fez aquecer a demanda por engenheiros elétricos e mecânicos, responsáveis por reduzir a energia necessária e reaproveitar o calor dessas máquinas, que estão cada vez mais potentes.
Segundo o artigo, alguns engenheiros formados em cursos de graduação de 2 anos que encaram o desafio de projetar instalações de computação chegam a ganhar 100 mil dólares por ano. Um único engenheiro, hoje com 57 anos, disse ao NYT já ter colaborado no projeto de 100 instalações desse tipo, chamadas “data centers” (centros de dados) ou “server farms” (fazendas de servidores).
Tomada que polui
O problema é que, diferentemente do Brasil, boa parte da energia elétrica dos EUA vem de usinas alimentadas por carvão. E a proliferação de data centers -especialmente sua habilidade de torrar energia com servidores ociosos- começa a incomodar.
O jornal, citando a empresa de pesquisas de mercado IDC, aponta que, em 10 anos, o número de data centers nos EUA saltou de 2,6 milhões para 11,8 milhões em 2007. Outra empresa de pesquisas, a McKinsey, afirma que até 2020 a indústria de data centers vai superar as companhias aéreas em emissão de poluentes.
Como a matéria não propõe alternativas, deixo aqui uma dica aos investidores americanos: que tal migrar os data centers e seus gordos salários para países onde a energia é obtida de forma mais limpa – como, por exemplo, o Brasil?


