Eee PC aprende a escrever… Em chinês

O comando Add/Remove Software do Eee PC, netbook da Asus, sempre traz uma surpresa.
Desta vez, ao conferir as atualizações para o sistema Xandros, encontrei o aplicativo Penpower Jr e a descrição “Handwriting pad” (que entendi como ‘programa de reconhecimento de escrita’).
Depois de instalado, contudo, nada de o aplicativo funcionar. Dizia apenas algo sobre “pad not installed”.
Curioso, [...]

O comando Add/Remove Software do Eee PC, netbook da Asus, sempre traz uma surpresa.

Desta vez, ao conferir as atualizações para o sistema Xandros, encontrei o aplicativo Penpower Jr e a descrição “Handwriting pad” (que entendi como ‘programa de reconhecimento de escrita’).

Depois de instalado, contudo, nada de o aplicativo funcionar. Dizia apenas algo sobre “pad not installed”.

Curioso, pesquisei na internet. E descobri. O Penpower Jr realmente reconhece a escrita, só que em chinês. Há até um vídeo no YouTube que demonstra o uso do aplicativo – que, de fato, requer uma pranchetinha digital (ver abaixo).

Da próxima vez, já sei: pesquisar antes, instalar depois. E não confiar no Add/Remove Software.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vwt46hIPoLg&hl=en]
 

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Firefox 3.0 e internet banking: briga, de novo

O Firefox 3.0 já é uma realidade. E os problemas que todo upgrade traz, também.
Leia mais sobre o Firefox
>> Firefox tenta recorde mundial de downloads
Depois de participar do Donwnload Day e instalar o navegador sobre o Windows XP, tive a primeira surpresa: o módulo de segurança de um grande banco estatal, me diz o Firefox, [...]

O Firefox 3.0 já é uma realidade. E os problemas que todo upgrade traz, também.

Leia mais sobre o Firefox

>> Firefox tenta recorde mundial de downloads

Depois de participar do Donwnload Day e instalar o navegador sobre o Windows XP, tive a primeira surpresa: o módulo de segurança de um grande banco estatal, me diz o Firefox, é incompatível com essa nova versão.

Moral da história: se você faz uso de internet banking pelo Firefox, faça um teste antes de migrar. Ou você terá de desinstalá-lo e voltar à versão 2…

Para não perder as funcionalidades que já tinha, decidi voltar ao Firefox 2, baixando daqui.

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Data center ecológico: a vez do Brasil

Matéria curiosa no The New York Times: o rápido crescimento do número de servidores fez aquecer a demanda por engenheiros elétricos e mecânicos, responsáveis por reduzir a energia necessária e reaproveitar o calor dessas máquinas, que estão cada vez mais potentes.
Segundo o artigo, alguns engenheiros formados em cursos de graduação de 2 anos que encaram [...]

Matéria curiosa no The New York Times: o rápido crescimento do número de servidores fez aquecer a demanda por engenheiros elétricos e mecânicos, responsáveis por reduzir a energia necessária e reaproveitar o calor dessas máquinas, que estão cada vez mais potentes.

Segundo o artigo, alguns engenheiros formados em cursos de graduação de 2 anos que encaram o desafio de projetar instalações de computação chegam a ganhar 100 mil dólares por ano. Um único engenheiro, hoje com 57 anos, disse ao NYT já ter colaborado no projeto de 100 instalações desse tipo, chamadas “data centers” (centros de dados) ou “server farms” (fazendas de servidores).

Tomada que polui

O problema é que, diferentemente do Brasil, boa parte da energia elétrica dos EUA vem de usinas alimentadas por carvão. E a proliferação de data centers -especialmente sua habilidade de torrar energia com servidores ociosos- começa a incomodar.

O jornal, citando a empresa de pesquisas de mercado IDC, aponta que, em 10 anos, o número de data centers nos EUA saltou de 2,6 milhões para 11,8 milhões em 2007. Outra empresa de pesquisas, a McKinsey, afirma que até 2020 a indústria de data centers vai superar as companhias aéreas em emissão de poluentes.

Como a matéria não propõe alternativas, deixo aqui uma dica aos investidores americanos: que tal migrar os data centers e seus gordos salários para países onde a energia é obtida de forma mais limpa – como, por exemplo, o Brasil?

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“Super Crunchers” e a ditadura das estatísticas

Das mudanças climáticas à performance no beisebol, os americanos são fanáticos por estatísticas. Talvez por isso, “Super Crunchers – Por que pensar com números é a nova maneira de ser inteligente” (Ediouro, 226 páginas, R$ 34,90) não deveria surpreender. Mas surpreende.
O livro do economista, advogado e professor da Universidade de Yale Ian Ayres reúne uma coleção de casos públicos [...]

Das mudanças climáticas à performance no beisebol, os americanos são fanáticos por estatísticas. Talvez por isso, “Super Crunchers – Por que pensar com números é a nova maneira de ser inteligente” (Ediouro, 226 páginas, R$ 34,90) não deveria surpreender. Mas surpreende.

O livro do economista, advogado e professor da Universidade de Yale Ian Ayres reúne uma coleção de casos públicos e privados em que a análise estatística desempenha um papel decisivo para a tomada de decisão.

Não vá pensar, contudo, que é um livro de estatística – em nome da fluidez da leitura, Ayres nos poupa dos cálculos.

O interessante é que tais histórias tornam-se, involuntariamente, bastante reveladoras da época em que vivemos. Como a do formulário de solicitação de emprego do Wal-Mart, em que uma única resposta inadequada pode significar a recusa da vaga. Ou a aprovação de roteiros de filmes baseada tão somente nas preferências consagradas pelo público.

Sua excelência, o computador

A estatística – cuja raiz vem do termo Estado, por ser o governo um colecionador de números por excelência – está aí há séculos. Por que, então, tanta atenção a ela justo agora? Ayres, pacientemente, explica: nunca houve tanto poder computacional para lidar com esses números. E nunca tantos números foram colecionados de uma vez.

Cartões de crédito, códigos de barras, celulares com GPS, localizadores de veículos, etiquetas com chip e muitas outras inovações do nosso tempo são todas fornecedoras de dados para governos e grandes corporações – que, com software adequado, são capazes de extrair padrões de comportamento e de consumo.

E para que? Simples: conhecendo nossas preferências, eles querem ou aumentar seus lucros, no caso das corporações, ou arrecadar mais impostos, no caso do governo.

Mais do mesmo?

O exemplo dos estúdios de Hollywood é emblemático. Com modelos matemáticos, alguns produtores acreditam prever se um filme será um sucesso ou um desastre. Tais modelos, contudo, baseiam-se na experiência prévia do estúdio e dos espectadores – assim, se um filme novo se parecer com algo que você já viu antes, não será por acaso.

Longe de ser crítico, Ayres é um entusiasta dessas técnicas. Mas acredita que as pessoas devem saber do que elas são capazes, para que possam decidir em questões que envolvam direitos civis, como a da privacidade. E aponta casos em que, na sua opinião, o uso da estatística leva a mais acertos do que erros, como na medicina e na educação básica.

Não dá para concordar com Ayres o tempo todo, principalmente no capítulo sobre educação – um descalabro recheado de noções reducionistas. Mas, com algum desconto, ”Super Crunchers” torna-se esclarecedor e até didático, pois prova que o Big Brother orwelliano, enfim, existe. Viver com isso pode ser até ruim; ignorar sua existência, contudo, é bem pior.

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