Um estudo bancado pela Northeastern University tem causado controvérsia nos Estados Unidos.
Pesquisadores ligados àquela universidade examinaram registros telefônicos dos celulares de 100 mil pessoas, escolhidas aleatoriamente, para identificar padrões de deslocamento. O estudo foi publicado terça-feira pela revista Nature.
No Brasil, a notícia vem sendo divulgada como uma descoberta de que o trajeto das pessoas é comum e bastante previsível - entre trabalho, casa e escola, por exemplo, o sujeito perambula por uma área circular com 16 km de raio.
Nos EUA, contudo, a discussão é sobre privacidade, já que lá ninguém pode ser rastreado sem consentimento prévio.
Os pesquisadores disseram que os dados foram obtidos em outros países. Mas não revelam qual empresa decidiu fornecer dados sobre 6 milhões de linhas, das quais 100 mil foram sorteadas para o estudo.
Entre as várias conclusões, está a de que metade das pessoas da amostra coletada circula dentro de um raio de 5 km. Mas uma pequena parcela, menos de 1%, ultrapassa o raio de 500 km.
Fatos interessantes para operadoras de celular, é claro. Mas que violam o direito à privacidade, não há dúvida.
Que tal se as operadoras nos convidassem para tais estudos pagando por isso?


