Nekura: um relógio, seis mostradores

Numa época em que qualquer objeto é capaz de lhe mostrar a hora certa, por que usar um relógio? Para o pessoal da Tokyoflash, a resposta parece ser moda e design – e é por isso que eu admiro esses caras.
A última moda que vem de lá é o Nekura Progression, um relógio que traz [...]

Numa época em que qualquer objeto é capaz de lhe mostrar a hora certa, por que usar um relógio? Para o pessoal da Tokyoflash, a resposta parece ser moda e design – e é por isso que eu admiro esses caras.

A última moda que vem de lá é o Nekura Progression, um relógio que traz pulseira com grafismos e um mostrador que pode assumir 6 cores diferentes (foto acima).

Sim, você já viu algo assim – e foi aqui mesmo, quando comentamos um dos lançamentos da Pioneer, o tocador automotivo de CD e MP3 DEH-P4UB. O rádio da Pioneer é até mais versátil, pois pode mostrar 10 cores, para combinar com qualquer painel.

Ah, o LCD não fica sempre aceso – apenas quando se aperta o botão de iluminação. Normalmente, a área clara fica branca. E como se vê as horas? Simples: conte as seções do círculo para a hora, leia o número no centro para os minutos. Na foto acima, são 10:45.

O Progression pesa 100 gramas e custa 123,29 dólares.

 

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Widescreen: área menor, preço maior

Foi num e-mail promocional que percebi a sutileza: um novo monitor LCD oferecia visualização widescreen com proporção 16:10.
Esta não é a proporção costumeira para widescreen – que, originalmente, foi definida como 16:9. Os monitores convencionais têm proporção entre largura e altura definida como 4:3.
Haveria motivação lógica para isso? Vamos à matemática da coisa.
Dividindo largura por altura, temos o [...]

Foi num e-mail promocional que percebi a sutileza: um novo monitor LCD oferecia visualização widescreen com proporção 16:10.

Esta não é a proporção costumeira para widescreen – que, originalmente, foi definida como 16:9. Os monitores convencionais têm proporção entre largura e altura definida como 4:3.

Haveria motivação lógica para isso? Vamos à matemática da coisa.

Dividindo largura por altura, temos o que se definiu em inglês como aspect ratio – algo como razão de forma, em português. A tela 4:3 tem aspect ratio de 1,33; a tela 16:9, de 1,78 (os valores são aproximados, já que as divisões não são exatas).

Em seguida, usamos o Teorema de Pitágoras (que estabelece relação entre os lados de um triângulo retângulo) para comparar 3 telas com 19 polegadas, mas com razões diferentes.

O resultado pode ser conferido na tabela abaixo (alguns cálculos podem ter pequenas diferenças por causa de arredondamentos).

Comparação entre monitores de 19”
Largura Altura Razão Área (pol) Perda (%)
4 3 1,33 173,28 0,00%
16 9 1,78 154,26 10,98%
16 10 1,6 162,24 6,37%

Conclusão: uma tela widescreen com aspect ratio 16:9 é quase 11% menor que outra de mesma polegada, mas com aspect ratio convencional de 4:3. No caso da proporção 16:10, a perda é menor (6,4%), mas existe.

Segundo algumas fontes, a indústria de telas preferiu adotar a proporção 16:10 em vez da 16:9 por razões de fabricação – provavelmente por não ser necessário trabalhar com tantas aproximações decimais. Ainda assim, a economia - para o lado do fabricante – é preservada.

E pensar que, quando foram lançadas, os monitores widescreen ainda custavam mais do que os convencionais…

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