Eee PC em oferta: 799 reais no Carrefour

Essa eu acabei de ver na TV: o hipermercado Carrefour vai vender Eee PC a 799 reais.
O anúncio, veiculado durante o SPTV 2.a Edição, na TV Globo, foi muito rápido – tudo que apareceu foi um Eee PC branco, como o da foto, e o preço. Mas deu para ver que a oferta vale até [...]

Essa eu acabei de ver na TV: o hipermercado Carrefour vai vender Eee PC a 799 reais.

O anúncio, veiculado durante o SPTV 2.a Edição, na TV Globo, foi muito rápido – tudo que apareceu foi um Eee PC branco, como o da foto, e o preço. Mas deu para ver que a oferta vale até amanhã, 1.o de julho.

Leia mais sobre netbooks

>> Teste: Positivo Mobo

O Eee PC é um micro da categoria dos netbooks – bem pequeno e leve, com uma memória flash no lugar do HD e sistema operacional Linux.

A quem tentar levar um para casa, boa sorte!

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GPS português vem com bafômetro

No começo do ano, quando não se falava tanto em bafômetros, a N-Drive, de Porto (Portugal), anunciou o G400, um navegador GPS que tinha um etilômetro embutido.
Pois bem, agora a novidade já pode ser comprada no Brasil. Está à venda, por exemplo, no Mercado Livre, por 999 reais.
Leia mais sobre bafômetros
>> Lei seca: conheça os [...]

No começo do ano, quando não se falava tanto em bafômetros, a N-Drive, de Porto (Portugal), anunciou o G400, um navegador GPS que tinha um etilômetro embutido.

Pois bem, agora a novidade já pode ser comprada no Brasil. Está à venda, por exemplo, no Mercado Livre, por 999 reais.

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>> Lei seca: conheça os tipos de bafômetro à venda

Por esse preço, o que se ganha? Além do GPS e do bafômetro, o aparelho permite a atualização dos mapas – que trazem, entre outras informações, a localização de radares e câmeras. E ainda toca música MP3, exibe vídeo (numa tela de 3,5 polegadas) e traz jogos.

Versão Zero se antecipa ao futuro e prevê o dia em que bafômetros e – por que não? – detetores de mentira baseados na análise de voz serão acoplados também aos celulares. Quem duvida?

O futuro nunca chegou tão rápido… Basta uma rápida pesquisa para descobrir que desde 2005 a LG oferece celulares com sensores capazes de medir o grau de intoxicação alcoólica de seu dono. O símbolo dessa categoria é o modelo KP-4100, cujo design lembra um carro esportivo. Em 2006, esse aparelho foi exibido em uma feira de telecomunicações em São Paulo, mas não chegou a ser vendido por aqui.

Quanto ao detetor de mentira, a coisa está bem adiantada. Encontrei pelo menos uma empresa, a Agile Mobile, que oferece um software desse tipo para usuários do celular Nokia Series 60. Portanto, cuidado com o que você diz ao telefone…

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Teste: Positivo Mobile Mobo

Já estamos perdendo a conta do número de mini-notebooks lançados no mercado internacional. No Brasil, o nicho dos portáteis baratinhos é representado, até agora, por 2 modelos: o Eee PC, da Asus, e o Mobo, da Positivo Informática.
Leia mais sobre mini-notebooks
>> Testamos o PC 81001, da Proview

O Mobo e o Eee PC são bastante parecidos. [...]

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Já estamos perdendo a conta do número de mini-notebooks lançados no mercado internacional. No Brasil, o nicho dos portáteis baratinhos é representado, até agora, por 2 modelos: o Eee PC, da Asus, e o Mobo, da Positivo Informática.

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>> Testamos o PC 81001, da Proview

O Mobo e o Eee PC são bastante parecidos. Ambos têm tela LCD de 7 polegadas e usam memória flash no lugar do HD. Mas também há diferenças importantes entre os dois, e que podem ser decisivas na hora da compra.

Este novo teste de Versão Zero concentra-se no Mobo, um micrinho que compartilha o mesmo hardware que o Kira, da espanhola Airis. É preciso reconhecer que o Mobo foi bem adaptado ao uso no Brasil: tem teclado com cedilha e manual e sistema operacional em português.

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Sistema espremido

O Mobo vem com Windows XP Home, atualizado com o Service Pack 2. O sistema se espreme nos 2 GB da memória flash; sobram 800 MB livres para outros arquivos e programas. A compactação de dados já vem ligada e o tamanho do arquivo de paginação é zero.

Sem arquivo de paginação – um truque de software que faz o computador aparentar ter mais memória RAM do que realmente tem, descarregando o excesso no HD -, o Windows fica dependendo unicamente da memória física, que é de menos de 500 MB (descontados daí o naco dedicado à memória de vídeo).

Não que a falta da paginação seja limitadora: carregamos uma dezena de aplicativos sem ameaçar o funcionamento do sistema. Mas, se for fazer algo mais pesado, como editar fotos ou vídeo, cuidado.

Outro sinal de ambiente limitado é que a opção Hibernar deve ser usada com cautela. Essa opção, que economiza tempo na hora de ligar o sistema, até pode ser ligada, mas vai tomar 447 MB, ou metade do espaço livre no disco (isso é necessário para guardar uma “fotografia” da memória na hora em que o micro é desligado).

Se o espaço no drive C for mesmo um problema, uma solução é encaixar um cartão SD ou SDHC no slot frontal – uma espécie de upgrade instantâneo para o armazenamento de grandes arquivos, como músicas e filmes. Ou apelar para um HD externo, como o da foto que abre este teste.

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Máquina zerada

Apesar de ser um exemplar que já passou por muitos testes, o Mobo chegou ao laboratório do Versão Zero como se tivesse vindo da fábrica. Ligamos o micrinho e logo o Windows XP pediu dados para criação de usuários e sugeriu o registro do sistema na Microsoft.

O processo de inicialização inclui também a criação de uma conta na internet discada da Positivo, um serviço que é prestado pela Brasil Telecom. Isso pode ser deixado de lado, caso se vá usar alguma banda larga ou conexão sem fio (Wi-Fi). Mas é bom saber que tem.

Há também um serviço online de consulta ao dicionário Aurélio, com franquia de um ano. O cadastro no site do dicionário exige número de série do PC, usuário e senha, e a consulta só poderá ser feita a partir de um computador Positivo. Essa verificação é feita por um controle ActiveX, que é baixado no micro logo no primeiro acesso.

A lista de softwares inclui ainda os gratuitos BrOffice – conjunto de aplicativos de escritório com planilha eletrônica, processador de textos e software de apresentação – e Adobe Reader. Faltou o Java, que é essencial para muitos sites e que nós tivemos de instalar por conta própria.

Dicas para usar bem o Mobo
Para digitação prolongada
Use teclado e mouse USB de tamanho natural. Se
possível, use também monitor externo
Para navegação na internet
Use a tecla F11 para expandir a tela do navegador
Para aumentar a área da trabalho
Oculte a barra de tarefas do Windows clicando nela com
o botão direito e escolhendo Propriedades, Ocultar
Automaticamente a Barra de Tarefas. Para fazê-la
aparecer de novo, arraste o cursor para o rodapé da tela
Para melhorar a leitura de textos
Ative o ClearType, que suaviza o contorno das letras.
Clique com o botão direito na área de trabalho e escolha
Propriedades, Aparência, Efeitos e trocando “padrão”
para “ClearType”
Para estender a duração da bateria
Desligue o Wi-Fi quando não estiver usando e diminua o
brilho da tela LCD

Ajuste fino

O Java não foi o único acerto necessário no Mobo saído da caixa. Depois de ligar o micro, notamos que a imagem parecia distorcida. Decidimos então mudar o modo de exibição para ajustar o Windows ao formato widescreen, clicando na área de trabalho com o botão direito e escolhendo o modo 800×480, True Color, 60 Hertz na ficha Propriedades, Adaptador.

A digitação no Mobo é relativamente confortável. Conta pontos os cantos arredondados da base, que se encaixam bem nas palmas das mãos. Mas não vá pensar em passar horas digitando no micrinho. Se isso for mesmo preciso, arranje um teclado USB e, se der, ligue um monitor externo à saída VGA.

Mesmo porque o teclado do Mobo traz algumas idiossincrasias. Exemplo: é preciso apertar Alt-Gr, Q para obter a barra /, e Alt-Gr, W para obter a interrogação ? (foto abaixo). Se você tiver um teclado externo ABNT2, bastará espetar e usar.

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O sistema de restauração da configuração original do Mobo também é curioso. Exige o uso de um pen drive de pelo menos 1 GB. A Positivo fornece apenas o CD com o sistema original. A partir desse CD, a pessoa poderá usar um PC comum e criar, no pen drive, os arquivos necessários para a restauração. Esse pen drive servirá de “disco de boot” para o Mobo. Depois de utilizado, será preciso reformatar o pen drive usando, de novo, o CD da Positivo.

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Bateria nota dez

A duração da bateria é a grande surpresa. Ligado e carregado, o Mobo promete funcionar por 4h40. Deixamos rodar “O incrível homem que derreteu”, com som e Wi-Fi ligados e tela no brilho máximo. No fim, o XP ainda acusava energia para mais 3h00. Rodamos o filme mais uma vez, até o fim. E ainda sobrou gás no Mobo para 1h14 de operação.

O segredo está no processador. O Via C7-M ULV ajusta sua velocidade – e, portanto, seu consumo de energia – à tarefa que estiver sendo executada. Tem que exibir vídeo? Tome potência. Vai apenas digitar texto? Ok, vamos economizar.

Isso acaba distorcendo um pouco a estimativa que o Windows XP faz da durabilidade da carga. Em certo momento do teste, quando navegávamos na internet, o sistema prometia autonomia de 40 minutos, mas bastou rodar um vídeo do YouTube para que o sistema desligasse abruptamente, sem avisar ninguém.

E upgrade, dá para fazer? Segundo o manual, não. Diz lá: “A arquitetura do Positivo Mobile Mobo não permite que se acrescentem dispositivos internos de expansão, ou seja, não é possível realizar upgrade”. De fato, não há sequer uma porta de acesso à memória RAM (foto acima). Relatos na internet dão conta de que a troca de RAM é possível, desde que se remova o teclado. Portanto, se for realmente necessário, melhor procurar um técnico.

O que é legal no Mobo

Posição do microfone no teclado melhora recepção da voz
Tela LCD brilhante
Longa duração da carga da bateria
Boa ventilação contra o superaquecimento
Cabe numa bolsa pequena e não chama atenção

O que não é tão legal assim

Poucas opções de ajuste de iluminação da tela
Posição frontal do slot de memória atrapalha encaixe
Carregador grande e com tomada de 3 pinos
Só tem duas portas USB
Não dá para ampliar a memória RAM

Por dentro do Mobo
Processador Via C7-M ULV de 1 Ghz
Tela LCD TFT de 7 polegadas, widescreen
Memória RAM de 512 MB DDR2
Webcam embutida, resolução de 640×480 (0,3 MP)
Memória flash de 2 GB (tem a função do HD)
Leitor de cartões 3 em 1 (para SD, MMC e MS)
Porta de rede 10/100 Mbps
2 portas USB
Porta VGA
Rede sem fio Wi-Fi 802.11 b/g
Modem interno 56Kbps
Bateria Li-Ion 4800 mAh; autonomia aproximada 4 h
Teclado de 80 teclas,
Touchpad com 2 botões, controle de rolagem de tela
Alto-falantes e microfone embutidos
Peso: 1,1 kg
Acompanha: bateria, carregador, bolsa protetora
Preço: 999 reais


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Tribunal da Espanha condena YouTube por hospedar vídeo de briga entre menores

Essa veio do jornal “Público”, de Portugal: diz lá que um tribunal de menores de Granada, na Espanha, condenou o site de vídeos YouTube a pagar indenizações em dinheiro para 2 jovens cuja briga foi parar no site.
O juiz considerou que o menor que apanhou deverá receber 1000 euros e o que bateu, 300 euros. [...]

Essa veio do jornal “Público”, de Portugal: diz lá que um tribunal de menores de Granada, na Espanha, condenou o site de vídeos YouTube a pagar indenizações em dinheiro para 2 jovens cuja briga foi parar no site.

O juiz considerou que o menor que apanhou deverá receber 1000 euros e o que bateu, 300 euros. O juiz considerou que são todos vítimas - o que bateu, o que apanhou, o que filmou com o celular e o que publicou o vídeo no YouTube. Na ponta da cadeia está o site, que lucrou com a cena.

No entanto, o tribunal pediu punições para os menores responsáveis pela filmagem e divulgação, que provavelmente serão cumpridas em tarefas de assistência social.

É compreensível que sociedades lutem para preservar a privacidade de seus cidadãos, em especial quando são menores de idade. Mas dar 300 euros ao garoto que batia? Taí uma decisão no mínimo curiosa.

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Street View SP: será possível?

Hoje, 27 de junho, teve Google Developer Day em São Paulo. Palestra vai, palestra vem, e alguém promete lançar um Street View da capital paulista.
Se – e quando - a paulicéia vai ganhar tour virtual, não sabemos. Mas, numa cidade que trava a cada fim de tarde, quanto tempo seria necessário para que o furgão fotografador do Google pudesse registrar as milhares [...]

Hoje, 27 de junho, teve Google Developer Day em São Paulo. Palestra vai, palestra vem, e alguém promete lançar um Street View da capital paulista.

Se – e quando - a paulicéia vai ganhar tour virtual, não sabemos. Mas, numa cidade que trava a cada fim de tarde, quanto tempo seria necessário para que o furgão fotografador do Google pudesse registrar as milhares de ruas da cidade? Mais fácil baixar a internet num HD…

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Icann amplia tipos de domínio registráveis

A internet, em breve, vai sair da casinha. O Icann, órgão máximo de coordenação do sistema de nomes da rede, aprovou esta semana uma proposta que amplia e diversifica o registro de tipos de domínio.
Ainda será preciso deliberar sobre detalhes de implementação dessa proposta, mas a idéia é que os primeiros domínios registrados sob o [...]

A internet, em breve, vai sair da casinha. O Icann, órgão máximo de coordenação do sistema de nomes da rede, aprovou esta semana uma proposta que amplia e diversifica o registro de tipos de domínio.

Ainda será preciso deliberar sobre detalhes de implementação dessa proposta, mas a idéia é que os primeiros domínios registrados sob o novo sistema apareçam no primeiro semestre do ano que vem.

O que muda é que, em algum dia de 2009, será possível registrar domínios com terminação livre – o que, de quebra, poderá significar o fim dos trocadilhos infames com a terminação .com (como .com.vc, por exemplo).

O Icann já antecipou o interesse de algumas entidades em registrar terminações baseadas em nomes de cidades, como .nyc ou .paris (ou .saopaulo, por que não?). E de grupos étnicos, como .cat para catalão.

A onda desregulatória chega ao Brasil como marola, mas chega. Desde maio já é possível registrar endereços .com.br usando somente o CPF - até então, era necessário o registro por uma pessoa jurídica. O custo é de 30 reais no primeiro ano e 27 reais por cada renovação anual consecutiva.

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Lei seca: você já viu um bafômetro?

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Acabo de assistir, no telejornal SPTV, a um atônito Chico Pinheiro questionando o major Ricardo de Barros, comandante do 34.o Batalhão da Polícia Militar de São Paulo, sobre os parcos 15 bafômetros que a polícia usa para fiscalizar o trânsito na maior cidade do país.
O major tinha acabado de dizer que os bafômetros são usados [...]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=VzAWBvduP7c&hl=en]

Acabo de assistir, no telejornal SPTV, a um atônito Chico Pinheiro questionando o major Ricardo de Barros, comandante do 34.o Batalhão da Polícia Militar de São Paulo, sobre os parcos 15 bafômetros que a polícia usa para fiscalizar o trânsito na maior cidade do país.

O major tinha acabado de dizer que os bafômetros são usados em blitze. Em uma noite, a policia escolhe 60 locais, permanecendo por lá cerca de 2 horas. Nesse período, ela diz testar 20 carros por local.

A 2.a edição do telejornal afirmou que a polícia comprou mais 45 bafômetros, que estariam em fase de certificação. Agora sim…

Chico Pinheiro fez uma conta rápida e concluiu que a polícia consegue, então, testar no máximo 1.200 motoristas – pouco, diante da frota de 6 milhões de veículos registrados na capital. O major alegou que a polícia é orientada por estatísticas – ou seja, atua nos locais onde os abusos ocorrem com mais freqüência.

Em que pese a racionalidade das estatísticas, pode-se entender que, se você não está nos pontos de concentração de jovens, o risco de ser pego dirigindo embriagado é muito pequeno – um sinal verde para a impunidade.

A vez do bafômetro

Curiosamente, a tecnologia está no centro da discussão sobre a aplicabilidade da nova lei de trânsito, que restringe a zero o nível de álcool permitido no sangue do motorista. Afinal, ela depende do bafômetro, ou etilômetro – um aparelho que, por meio de uma reação química, detecta a presença de álcool no ar expirado.

Vale a pena, portanto, conhecer um pouco mais sobre estes instrumentos. Versão Zero encontrou três tipos de bafômetros à venda no Brasil, com preços que variam de 14 reais a 6.600 reais. As lojas pesquisadas foram a HiSeg e a Health and Safety.

O mais barato é o Etiloteste Químico Contralto. Fabricado na França, este bafômetro é descartável. É composto por uma bolsa e um pino – o motorista enche a bolsa com ar e, depois, encaixa o pino no bocal. A mudança de cor em um filtro vai detectar a presença de álcool acima do nível de 0,3 mg/L no ar expirado (equivalente a 0,6 g/L de álcool no sangue). É vendido em kits com 25 sacos – como o kit custa 350 reais, cada bafômetro sai por 14 reais.

Na faixa intermediária está o Etilômetro Digital Portátil BFD-30, da Instrutherm. Custa 367 reais – um kit com 50 bocais descartáveis sai por 98 reais. O aparelho pesa menos que um celular e funciona com 3 pilhas palito. A escala de detecção varia de 0,00 g/L a 1,00 g/L.

No extremo da coisa está o Etilômetro com impressora e teclado acoplados BAC-100, de 6.670 reais. Ele registra a hora, a data, o número de série do aparelho, o número da CNH e a placa do veículo do motorista que fez o teste. Armazena 2 mil testes na memória e permite transferi-los depois para o PC.

Qual destes bafômetros servem para a polícia? É claro que, pela baixa precisão, o saco descartável pode ser literalmente descartado. Ele é recomendado, por exemplo, em testes amostrais de funcionários de fábricas onde o uso de álcool pode comprometer a segurança.

Mas não seria exagero propor que cada carro do policiamento de trânsito da cidade tivesse um modelo como o BFD-30. Pelo preço de uma arma, o bafômetro poderia aumentar bastante a percepção de segurança – e fazer o motorista pensar duas vezes antes de abusar do álcool e dirigir por aí.

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Entrevistas do “Roda Viva”, agora na internet

Taí um gasto de dinheiro público sobre o qual não se pode reclamar. As entrevistas feitas pelo programa “Roda Viva”, da TV Cultura, estão sendo transcritas e publicadas no site Memória Roda Viva, uma iniciativa conjunta da TV Cultura, Unicamp e Fapesp.
Leia mais sobre memória da TV
>> Globo escreve suas memórias na web
No acervo atual, [...]

Taí um gasto de dinheiro público sobre o qual não se pode reclamar. As entrevistas feitas pelo programa “Roda Viva”, da TV Cultura, estão sendo transcritas e publicadas no site Memória Roda Viva, uma iniciativa conjunta da TV Cultura, Unicamp e Fapesp.

Leia mais sobre memória da TV

>> Globo escreve suas memórias na web

No acervo atual, há pelo menos uma entrevista de interesse para quem se importa com os efeitos das tecnologias da informação sobre a sociedade (que é, também, um dos temas deste blog): a do sociólogo Manuel Castells, feita em 1999.

Nela, Castells anuncia o fim da privacidade, combate a idéia de que as novas tecnologias causam desemprego e aponta a defesa da ecologia como a semente de uma luta de resistência contra o capitalismo globalizante.

Mas há muito mais. Steve Ballmer, presidente da Microsoft e os filósofos Edgar Morin e Pierre Levy também passaram por lá e tiveram suas entrevistas transcritas.

Por enquanto, o site traz 205 entrevistas. A idéia é que todo o material exibido em mais de 20 anos de programa seja transcrito na íntegra. Que venham, então!

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Loja de fachada? Na internet, é um bom negócio

É preciso reconhecer: a idéia do Wal-Mart americano de oferecer serviços on-line (no caso, classificados gratuitos) mediante parceria com uma empresa pontocom (no caso, a Oodle) não é nova, nem original.
Leia mais sobre negócios pontocom
>> Wal-Mart oferece classificados grátis nos EUA
>> Google, o livro, faz raio-x do Vale do Silício
>> A cauda longa ainda vai te pegar
Aqui mesmo [...]

É preciso reconhecer: a idéia do Wal-Mart americano de oferecer serviços on-line (no caso, classificados gratuitos) mediante parceria com uma empresa pontocom (no caso, a Oodle) não é nova, nem original.

Leia mais sobre negócios pontocom

>> Wal-Mart oferece classificados grátis nos EUA

>> Google, o livro, faz raio-x do Vale do Silício

>> A cauda longa ainda vai te pegar

Aqui mesmo no Brasil já se faz isso. O site de comparação de preços Buscapé, por exemplo, é o verdadeiro serviço por trás de sites famosos, como a loja virtual da rádio Transamérica (ver tela acima).

O negócio leva o nome de venda de ’skins’ - skin (pele, em inglês) é como se chama a fachada do site que contrata o serviço, mediante acordo de partilha de lucros. Mais ou menos assim: para cada clique que você dá no Transhopping, parte da grana vai para a Transamérica e parte para o Buscapé.

Quem paga pelo clique? O anunciante – ou seja, a loja que contratou o Buscapé para aparecer na galeria de produtos em oferta. Modelo parecido com o que faz o Google ser o que é.

O Buscapé não está sozinho. Tem a concorrência do Shopping UOL e do Zura, da empresa IdeiasNet. E dos gigantes de sempre – Yahoo e Google, por exemplo.

Há, no entanto, uma diferença importante entre essas empresas e o negócio do Wal-Mart: lá, o consumidor da loja é, também, o anunciante que não paga nada – aqui, nem o Mercado Livre faria uma coisa dessas, já que cobra pelos anúncios e pela venda.

Quem sabe o QueBarato!, o site de anúncios gratuitos do Buscapé, não vira um Oodle brasileiro?

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Computador é estrela de filme cinqüentão

Em meio à leitura de “Super Crunchers”, encontrei uma referência ao que bem pode ser o primeiro filme romântico em que um computador aparece como protagonista. Trata-se de ”Amor Eletrônico” (Desk Set), de 1957, estrelado por Katharine Hepburn e Spencer Tracy – além de Emmerac, o computador.
No filme, Bunny Watson (Katharine) é a chefe do departamento de pesquisas [...]

Desk Set

Em meio à leitura de “Super Crunchers”, encontrei uma referência ao que bem pode ser o primeiro filme romântico em que um computador aparece como protagonista. Trata-se de ”Amor Eletrônico” (Desk Set), de 1957, estrelado por Katharine Hepburn e Spencer Tracy – além de Emmerac, o computador.

No filme, Bunny Watson (Katharine) é a chefe do departamento de pesquisas de uma rede de TV. Ela e suas três assistentes têm como trabalho responder a dúvidas dos produtores e dos jornalistas, com base em uma biblioteca reservada repleta de estatísticas, citações e almanaques.

Eis que chega o computador – e, com ele, o “especialista em eficiência” Richard Sumner (Tracy), precursor do que conheceríamos depois como analista de sistemas. Como se pode esperar de um filme desses, da aparente rivalidade entre Richard e Bunny nasce o romance que dará sentido ao filme.

Desk Set - IBM

Mas há algo mais em “Amor Eletrônico”, que não teve pudor em estampar logo nos créditos iniciais um agradecimento profundo à IBM (ver foto acima).

Que, talvez, tenha a ver com o tom didático de certas cenas, como a que apresenta a chegada do mainframe à biblioteca – nela, uma zelosa operadora dá sucessivas broncas às assistentes de Bunny, por trazerem pó ao ambiente, deixarem a porta aberta e fumarem dentro da sala.

A impressão que se tem, a essa altura, é que o filme foi usado para treinar os trabalhadores a lidar com o recém-chegado “cérebro eletrônico”. (Isso, aliás, é curioso: em nenhum momento os atores falam a palavra “computador” – preferem “electronic brain”.)

Um discurso mais intencional aparece quando as assistentes conversam sobre o medo de perderem seus empregos para a nova máquina. Sinais de uma tensão moderna, que se resolve no final com algum humor e um tom conciliatório – que, sabemos agora, não foi de todo verdadeiro.

Como diversão, “Amor Eletrônico” é para apreciadores do velho cinemão, visto que é um filme bem datado. Sua melhor qualidade, hoje, é funcionar como registro de uma época em que o computador começava a fazer parte do imaginário das pessoas. E profetizar o dia em que, por meio de um terminal, qualquer um pudesse fazer perguntas em linguagem natural, recebendo uma lista com as respostas relacionadas.

Google, quem diria, nasceu em 1957…

Desk Set IBM

Fato curioso: “Amor Eletrônico” pode ser comprado em um DVD duplo, com um filme em cada face – o outro filme é “A Fonte dos Desejos”. Ou seja, lado B não é só coisa dos tempos de vinil! 

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