Carro elétrico: conheça o norueguês Think

Eis um carro que não rodará pelo Brasil tão cedo. Estamos falando do Think, veículo elétrico que nasceu na Ford, nos anos 90, e que agora é fabricado de forma independente na Noruega.
Surpreso com a menção à Ford? Provavelmente não, se você assistiu ao documentário “Quem matou o carro elétrico?”, uma homenagem ao finado EV1 da [...]

Eis um carro que não rodará pelo Brasil tão cedo. Estamos falando do Think, veículo elétrico que nasceu na Ford, nos anos 90, e que agora é fabricado de forma independente na Noruega.

Surpreso com a menção à Ford? Provavelmente não, se você assistiu ao documentário “Quem matou o carro elétrico?”, uma homenagem ao finado EV1 da GM. Ford, Honda e GM foram algumas das que apostaram no carro elétrico, apenas para sentenciar o seu fim.

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O Think teve produção em série iniciada em 1999. A Ford, que era uma das donas do empreendimento, investiu 150 milhões de dólares no carrinho até que decidiu sair do mercado de elétricos, em 2003.

A fábrica passou então por 3 anos de penúria até que, em 2006, investidores noruegueses decidiram trazer o Think de volta à vida. No fim de 2007, o carro voltou a ser produzido em série. Hoje é esperado por consumidores eco-conscientes nas principais cidades da Europa - notadamente em Londres, que se prepara cada vez mais para receber os elétricos em suas ruas.

Há três modelos de Think: o cupê compacto City, o espaçoso Ox (ainda em protótipo) e o conversível Open. O City e o Open são parecidos: ambos têm 2 lugares, velocidade máxima de 100 km/h e autonomia de 200 km com uma carga de bateria. E você pode escolher entre baterias de sódio ou lítio.

Apesar de pequeno, o City é pesado: 1.397 kg, incluindo as baterias. A capacidade de carga é de 284 kg. O motor oferece até 30 kW de potência máxima. Como é comum nos carros elétricos, a aceleração surpreende: o City vai de 0 a 80 km/h em 16 segundos.

Por fora, o City também surpreende: seu corpo é feito de plástico ABS reciclado. (O fabricante afirma que 95% do carro é completamente reciclável.) Com 3,12 m de comprimento por 1,6 m de largura, o city consegue ser ligeiramente menor que o Ford Ka.

Inicialmente o Think começará a ser vendido na Noruega, na Dinamarca e na Suécia. Londres, Paris, Berlim, Milão e Amsterdam serão as próximas cidades a serem atendidas.

Como prova de que o mundo dá voltas, há alguns meses a GM – a mesma que enterrou o projeto do elétrico EV1 – decidiu investir 2 milhões de libras na Think. Por que? Analistas dizem que a Think usa as mesmas baterias do Chevrolet Volt, cujo fabricante também recebeu investimentos da GM.

Quanto custa um Think? Ainda não sabemos. Mas, a julgar pelos modelos à venda, deve ficar entre 7 e 12 mil libras – algo entre 23 mil e 40 mil reais. É caro? Pode ser. Mas desconte as vantagens – impostos e seguro reduzidos, isenção de pedágios, fim do consumo de óleo e gasolina, manutenção mais simples e poluição zero – e você verá que o futuro está aí.

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Parada Gay: Folha contesta público de 5 milhões

O jornal Folha de S.Paulo vem acompanhando de perto as estimativas de público divulgadas pela organização da Parada Gay de São Paulo.
A última notícia dá conta que os organizadores do evento retiraram nota, publicada na internet, que estimava o público da parada em 5 milhões de pessoas -25% da população da Grande São Paulo.
Foi esse [...]

O jornal Folha de S.Paulo vem acompanhando de perto as estimativas de público divulgadas pela organização da Parada Gay de São Paulo.

A última notícia dá conta que os organizadores do evento retiraram nota, publicada na internet, que estimava o público da parada em 5 milhões de pessoas -25% da população da Grande São Paulo.

Foi esse tipo de discussão que me motivou a escrever, no ano passado, um artigo sobre contagem de multidões. O texto, publicado na edição 64 da Revista do Professor de Matemática, aponta um método científico de contagem, desenvolvido pelo professor Clark McPhail, dos EUA, e que se baseia na análise de fotos aéreas e na densidade de pessoas em quadrantes, estimada por observadores.

O mesmo artigo sugere outra estimativa, bem mais simples, e que consiste em dividir a área ocupada pela Avenida Paulista pela área ocupada por uma pessoa em pé. A lotação da avenida, da Praça Osvaldo Cruz ao cruzamento com a Rua da Consolação, seria de 750 mil pessoas.

Se essa população estivesse em marcha e percorresse a avenida em 40 minutos, em 2 horas essa multidão se renovaria 3 vezes (120 / 3 = 40). Poderíamos admitir, então, que o evento tivesse recebido cerca de 2 milhões de pessoas.

Mas 5 milhões, como quis a ONG que organiza o evento, não dá, não é mesmo?

Bem que a Folha poderia mobilizar seu Datafolha e monitorar tais eventos, como propõe o professor McPhail. Seria interessante comparar os resultados…

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