Estamos nos anos 70. E eis que mais uma vez o Jô Soares tira férias. O que a Globo faz? Põe deliciosos seriados vagabundos no lugar.
O homenageado de hoje é O Homem Invisível (The Invisible Man). Sim, já tinha citado outro seriado de gente invisível, mas este aqui é diferente. O sujeito – um cientista com acesso livre a computadores e outras máquinas interessantes – ficou invisível para todo o sempre depois que resolveu testar uma nova máquina nele mesmo – e sozinho.
Claro que a coisa não deu certo. Depois de ficar invisível, a máquina quebrou. E, como provavelmente, como hoje, ninguém lia manual, o cara foi condenado a permanecer sem que o enxergassem.
O curioso é que a solução encontrada para torná-lo visível de novo foi cosmética: simplesmente fizeram um capuz e luvas de látex, pintaram com cor da pele, aplicaram uma peruca e pronto. Não sei como fizeram o branco dos olhos aparecer. Nem eles. E ninguém sabe como um sujeito com capuz de látex passa por aí sem que ninguém ache estranho o sujeito andar sempre barbeado. Aliás, como um homem invisível faz barba? Ou opera o apêndice?
Nada disso importou. O Homem Invisível foi um dos seriados que mais gostei. E que ajudou a inspirar minha curiosidade sobre computadores. (Em tempo: o botão vermelho Transmit que o cientista aperta antes do acidente equivale ao nosso Return. Nada demais.)
Mais uma vez, quem não acredita no grau de tosquice do seriado pode conferir o santo YouTube.
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