TV sai do armário nos EUA

Sempre me perguntei por que os hotéis americanos guardam a TV em armários, coisa que não vi em qualquer outro lugar do mundo.
Ontem tive uma luz. É que algumas religiões proíbem que se assista à TV. Esses religiosos, contudo, também fazem negócios e se hospedam nos melhores hotéis. E não querem ver sequer o aparelho [...]

Sempre me perguntei por que os hotéis americanos guardam a TV em armários, coisa que não vi em qualquer outro lugar do mundo.

Ontem tive uma luz. É que algumas religiões proíbem que se assista à TV. Esses religiosos, contudo, também fazem negócios e se hospedam nos melhores hotéis. E não querem ver sequer o aparelho de TV.

A coisa, no entanto, tem mudado. Com a troca de TVs de tubo pelos modelos de LCD ou plasma, muitas redes de hotéis têm transformado os antigos gabinetes de madeira em guarda-roupas.

Em casos extremos, o hotel simplesmente contrata uma empresa para recolher tudo e vender em mercados populares, como conta esta história do Wall Street Journal. Em outros casos, os móveis velhos são exportados para países próximos, como a República Dominicana.

Quanto às novas TVs, elas ou são penduradas na parede, ou ficam em racks. Em alguns casos, vão permanecer dentro dos velhos armários. As religiões, como sabemos, não lidam bem com mudanças.

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Celular da LG filma 120 quadros por segundo

Foi só falar de celulares e a LG lança uma peça para nenhum paparazzo amador botar defeito.
Trata-se do KE990, ou Viewty. Um aparelho que funciona como celular, mas seu poder todo está na câmera, que tem 5 megapixels.
Alguns detalhes do Viewty: zoom de 16x (digital), flash, lentes de qualidade superior, foco automático ou manual e [...]

Foi só falar de celulares e a LG lança uma peça para nenhum paparazzo amador botar defeito.

Trata-se do KE990, ou Viewty. Um aparelho que funciona como celular, mas seu poder todo está na câmera, que tem 5 megapixels.

Alguns detalhes do Viewty: zoom de 16x (digital), flash, lentes de qualidade superior, foco automático ou manual e a estonteante gravação de filmes a 120 quadros por segundo, o que permite a reprodução em slow motion.

O Viewty tem preço sugerido de cerca de 1.400 reais e funciona em 3 freqüências GSM (900, 1800 e 1900 MHz).

Há uma versão à venda pela operadora Vivo, também triband, mas com freqüência de 850 MHz em vez de 900. No plano pós-pago, adquirido pela loja da Vivo na internet, o celular sai por 989 reais.

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Câmera digital e a terceirização dos sentidos

A consolidação popular da fotografia e do cinema levaram o filósofo Walter Benjamin a refletir, nos anos 30, sobre a democratização do acesso à arte. A loucura é que hoje, aparentemente, as pessoas já não dispensam a foto e o filme, mesmo quando a arte real está ao alcance dos olhos.
Duvida? Então vá assistir a [...]

A consolidação popular da fotografia e do cinema levaram o filósofo Walter Benjamin a refletir, nos anos 30, sobre a democratização do acesso à arte. A loucura é que hoje, aparentemente, as pessoas já não dispensam a foto e o filme, mesmo quando a arte real está ao alcance dos olhos.

Duvida? Então vá assistir a qualquer show ao vivo e observe a multidão de pessoas que, em vez de curtir o momento, preferem passar o tempo tirando fotos e filmando a performance.

Minha observação limita-se a dois shows recentes. Um foi o de Luiza Possi no Shopping Metrô Tatuapé, registrado pela foto acima (Luiza está de verde, ao longe); o outro, que não fotografei, ocorreu no Shopping Anália Franco e reuniu os cantores Fred Martins e Zélia Duncan. Este, por sinal, superou o primeiro em quantidade de “fotógrafos”: uma turba munida de celulares-câmeras perseguia cada movimento de Zélia.

O sumiço da “aura”

É onde o ridículo e o misterioso se cruzam. Dezenas de pessoas assistiam ao show pela telinha do celular, enquanto tentavam tirar a melhor foto – e enquanto isso, o show rolava no palco. Sua dinâmica, sua “aura”, como chamava Benjamin, e que só podia ser sentida na experiência viva, desaparecia na tela da câmera.

Provavelmente, quando chegaram em casa, essas pessoas puderam se certificar de que estiveram realmente em um show, e de que o show tinha sido bom ou ruim – dependendo, claro, da comprovação, mediante foto ou filme, e da opinião das pessoas para as quais essas fotos ou filmes foram mostradas.

Se for assim, então a opinião pessoal estará subordinada à aceitação social, tal como disse Benjamin em relação ao cinema. A fruição da arte torna-se mediada não apenas pela câmera, mas também pelo grupo que, coletivamente, define sua opinião por meio do confronto das opiniões pessoais.

Um homem, uma câmera

O mundo onde cada homem tem sua câmera está cada vez mais próximo, e seus efeitos já podem ser sentidos nos jornais, na TV e na própria internet.

Seu impacto social, no entanto, ainda está para ser avaliado. Quem se habilita a ser o Walter Benjamin do século 21?

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Piaggio MP3: prepare o bolso

Em meados de março flagrei uma bela Piaggio MP3 zanzando pela zona Leste de São Paulo. Devia ser uma das unidades em teste pelas revistas especializadas, pois a edição de abril da revista Motociclismo trouxe justamente uma avaliação da scooter. Que, aliás, contou algo que não sabia: a MP3 tem, imaginem, freio de mão. Chato [...]

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Em meados de março flagrei uma bela Piaggio MP3 zanzando pela zona Leste de São Paulo. Devia ser uma das unidades em teste pelas revistas especializadas, pois a edição de abril da revista Motociclismo trouxe justamente uma avaliação da scooter. Que, aliás, contou algo que não sabia: a MP3 tem, imaginem, freio de mão. Chato mesmo foi descobrir o preço – 39.500 reais, mais caro que a Suzuki Burgman 400 e quase o preço de um Ford Focus. É, não vai ser desta vez…

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Embate de gerações, o tema oculto de Jumper

O filme “Jumper”, que estreou 28 de março, chamou minha atenção por causa da idéia original: em vez das já batidas viagens no tempo, o poder do protagonista consiste em se deslocar instantaneamente pelo espaço.
E é o melhor que se pode dizer desse filme, que está em cartaz em 210 salas do País e [...]

jumper.jpgO filme “Jumper”, que estreou 28 de março, chamou minha atenção por causa da idéia original: em vez das já batidas viagens no tempo, o poder do protagonista consiste em se deslocar instantaneamente pelo espaço.

E é o melhor que se pode dizer desse filme, que está em cartaz em 210 salas do País e lidera a bilheteria nacional.

O roteiro, feito a seis mãos, abusa de chavões da linguagem cinematográfica, notadamente o que David Howard e Edward Mabley, em Teoria e Prática do Roteiro, chama de “pista e recompensa”. A foto da mãe que fugiu de casa, a namoradinha do colégio, a conversa sobre a desmaterialização de um prédio inteiro: são essas as charadas que explicarão a trama e que tentarão prender o espectador até o final.

Ao mesmo tempo, o roteiro não explica a história dentro da história: as origens de tal poder, seu plausível embasamento científico, os motivos da irmandade de Paladinos que persegue os Jumpers, tudo isso é varrido para debaixo do tapete ou citado de modo para lá de discreto. É como se a habilidade de desmaterializar/rematerializar fosse tão natural como é hoje, para a garotada, falar ao celular ou navegar pela internet, algo que já suspeitava quando escrevi esse outro post aqui.

‘Eu faço o que eu quero’

É um direcionamento ao mesmo tempo curioso e revelador. Pois o que marca o filme é justamente a oposição de gerações: os Jumpers são jovens, pegam o que querem (roubam), não trabalham, largam os estudos, não obedecem a ninguém. Seus documentos são o passaporte. Desdenham das tradições: tomam sol no topo da Pirâmide de Gizé e observam Londres dependurados no Big Ben.

Seus inimigos, os Paladinos, são mais velhos e cultos. Obedecem a regras e têm hierarquia. Seus documentos são os institucionais: identidades da CIA, da NSA, do FBI. Quando o Paladino Samuel L. Jackson grita ao Jumper que “todo ato tem conseqüências”, fica-se com a impressão que o Jumper não entendeu a frase.

E o ritual de matar um Jumper? Nada de revólveres, espancamentos, fogueiras. O Paladino simplesmente tira do bolso uma faca enorme e a enfia no coração do jovem inconseqüente – um ato simbólico, cuja mensagem, na minha opinião, sugere ser a morte dos sonhos juvenis pelo malvado mundo dos adultos.

Escola, essa velha inimiga

O alvo, no fundo, talvez seja a instituição escolar. Não é por acaso que os primeiros sinais de que a criança se reconhece como Jumper ocorrem aos 5 anos – ou seja, no início da escolarização. Aos 15, início do High School, o Jumper decide largar os estudos e sair de casa – e, vejam que coincidência, os EUA andam hoje preocupados com o alto índice de evasão escolar justamente nessa fase. E a certa altura ficamos sabendo que os Jumpers são perseguidos desde a Idade Média, justamente a época em que se inventou a escola como a conhecemos hoje.

De resto, é um filme água-com-açúcar, ou talvez só água: romance platônico, sem direito a beijo; cenas de ação e de embates, sem sangue; uma pseudociência que, natural e instantânea como tirar uma laranja do pé, dispensa explicações. Por causa da pouca violência física, Jumper foi classificado para crianças de 12 anos. Levando em conta o potencial explosivo da temática de embate entre gerações, a classificação deveria subir para 21. Mas não tem problema. O cruel disso tudo é que a garotada também vai envelhecer – ou melhor, se tornar um Paladino.

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As armadilhas de Primeiro de Abril

Primeiro de abril é um dia em que jornalistas devem sair de casa com atenção redobrada. Não são poucos os jornais e os sites que costumam comemorar a data com notícias falsas, produzidas para provocar risos à custa dos incautos.
A última foi publicada pelo respeitável site InfoWorld. Diz que a Microsoft e o Yahoo entraram [...]

Primeiro de abril é um dia em que jornalistas devem sair de casa com atenção redobrada. Não são poucos os jornais e os sites que costumam comemorar a data com notícias falsas, produzidas para provocar risos à custa dos incautos.

A última foi publicada pelo respeitável site InfoWorld. Diz que a Microsoft e o Yahoo entraram num acordo para compra desta pela primeira. Tudo muito bem escrito e fundamentado, com declarações de ambos os lados e tal.Primeiro de abril

No Brasil, um dos que caíram na história foi o jornalista Rafael Barifouse, da Época Negócios. Ele publicou a notícia em seu blog (clique na imagem para ampliar). A nota não está mais lá, mas o episódio segue solto pela internet.

Já a notícia do InfoWorld continua lá, agora com o aviso de que se trata de um “April Fool”.

Outro exemplo de brincadeira de April Fool veio do Google, que teria incluído, no Gmail, o recurso de envio de e-mail no passado (“Custom Time”). Isso mesmo: com ele, você poderia mandar um e-mail com data retroativa.

Boimate

Alguns casos de gente que caiu na pegadinha do Primeiro de Abril tornaram-se clássicos. É o caso do Boimate, resultado da combinação celular do boi com o tomate, que supostamente resultaria em cortes de carne com um sabor especial.

A “descoberta” foi anunciada em 1.o de abril de 1983 pela revista New Science. Em 27 de abril, a revista Veja, em texto do jornalista Eurípedes Alcântara, comemorou a novidade. O desmentido veio pelo jornal O Estado de S.Paulo, em junho daquele ano, principalmente para acalmar os leitores que não paravam de escrever cartas à redação.

O incidente, embora não possa ser esquecido, não chegou a prejudicar Alcântara, que foi por muito tempo correspondente nos EUA e chegou a diretor de Redação de Veja.

Chip de mentira

Em meados da década de 1990 tive meu próprio episódio. Não era relacionado a 1.o de abril e sim a uma estratégia de divulgação de uma distribuidora de produtos de informática.

Uma semana antes de uma grande feira do setor, comecei a receber, na Redação do “Informática” do Estadão, comunicados assinados por uma assessoria de imprensa (da qual não lembro mais o nome), dando conta que um processador de 1 GHz seria lançado aqui.  Na época, o processador mais rápido não passava de 200 MHz.

Tentei confirmar o fato, sem sucesso. Mesmo assim, escrevi sobre o tal chip – se bem me lembro, salientando que “a distribuidora tal promete mostrar na feira um chip revolucionário”.

A coisa, na verdade, era um simples golpe de marketing para atrair curiosos. O chip de 1 GHz viria alguns anos depois, mas o gosto de ter caído na pegadinha ainda não desapareceu.

Primeiro de abril é assim. O jeito é achar graça, não importa o lado que você tenha assumido na brincadeira.

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Fox decepa dedo: para MJ, caso exige recall

A Volkswagen foi convidada pelo Ministério da Justiça a fazer um recall de todos os modelos Fox fabricados a partir de 2003, para que o carro deixe de oferecer risco ao usuário durante a operação de rebatimento do banco traseiro.
Pelo menos 8 donos de Fox tiveram o dedo decepado ao rebater o banco. O acidente [...]

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A Volkswagen foi convidada pelo Ministério da Justiça a fazer um recall de todos os modelos Fox fabricados a partir de 2003, para que o carro deixe de oferecer risco ao usuário durante a operação de rebatimento do banco traseiro.

Pelo menos 8 donos de Fox tiveram o dedo decepado ao rebater o banco. O acidente pode ocorrer quando o dedo é encaixado na argola que prende a alça de rebatimento. Na operação, uma mola recolhe violentamente a alça, o que pode causar lesões à mão do usuário.

O recall foi proposto como parte de um termo de ajustamento de conduta, negociado entre o Ministério da Justiça, Ministérios Públicos Estaduais e Departamentos de Proteção ao Consumidor de diversos Estados.

Segundo o Ministério da Justiça, a Volkswagen recebeu a proposta na quarta-feira, 2 de abril, e tem 10 dias para responder. Enquanto isso não acontece, a empresa tornou público um site no qual dá mais detalhes sobre o caso e esclarece dúvidas sobre o banco do Fox.

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Metrô, o mais novo shopping center de SP

Se você acha que a foto acima foi tirada em algum shopping center, errou. Cada vez mais as estações do Metrô de São Paulo parecem-se com centros comerciais. A foto, tirada na Estação Sé, é prova disso.
Nas lojinhas, o usuário que não tiver tanta pressa poderá apreciar roupas, relógios chineses, bijuterias e alguns comestíveis. [...]

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Se você acha que a foto acima foi tirada em algum shopping center, errou. Cada vez mais as estações do Metrô de São Paulo parecem-se com centros comerciais. A foto, tirada na Estação Sé, é prova disso.

Nas lojinhas, o usuário que não tiver tanta pressa poderá apreciar roupas, relógios chineses, bijuterias e alguns comestíveis. Fazem conjunto com as vending machines de refrigerantes e de livros. Do metrô, elas se beneficiam não apenas da localização privilegiada (em caso de atraso ou pane, os usuários já têm onde fazer hora), mas também da segurança interna, que é mais eficiente que a da rua.

Passagem comprometida

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Em alguns casos, os quiosques parecem mais atrapalhar que ajudar. Na Estação Carrão, por exemplo, uma lojinha de bolos e biscoitos bloqueia quase metade da largura da passarela (foto acima). Nos horários de pico, as pessoas se espremem no espaço que sobra, e duvida-se que seja suficiente em caso de emergência.

Dentro das estações, a situação não é diferente. Quando não há lojinhas, encontram-se quiosques de venda de motos, de assinaturas de jornal, de inscrição em vestibulares e de cafés e doces (foto abaixo).

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O viés comercial do Metrô não chega a ser novidade. Pelo menos três shopping centers construídos em áreas do Metrô – o Metrô Tatuapé (1997), o Santa Cruz (2001) e, mais recentemente, o Boulevard Tatuapé (2007) – eram, originalmente, grandes estacionamentos.

Esses estacionamentos, erguidos mediante a desapropriação de casas, foram concebidos para desafogar o trânsito na região central. Por meio deles, os motoristas deixavam os carros no meio do caminho e seguiam para o trabalho de metrô. Em 1988, o preço do estacionamento onde hoje é o Shopping Metrô Tatuapé incluía dois bilhetes de metrô, para que o motorista não precisasse perder tempo na fila do guichê.

Ainda na zona Leste, áreas que foram desapropriadas pelo Metrô são hoje objeto de cessão para uso comercial privado – caso do terreno na esquina da Rua Itapura com a Radial Leste, que acaba de receber um posto de gasolina. Há ainda o caso de outro estacionamento de integração, no metrô Belém, que ironicamente funciona hoje como um feirão de automóveis.

No prejuízo

E o que o Metrô ganha? De acordo com o relatório da administração, em 2006 a exploração comercial (incluindo receitas de publicidade e de uso de terminais rodoviários) rendeu à empresa 59,5 milhões de reais – um acréscimo de 20% em relação a 2005. O uso comercial das áreas internas, por exemplo, trouxe 18,7 milhões de reais aos cofres do Metrô (um resultado 33,6% maior que o de 2005).

Os Shoppings Metrô Tatuapé e Santa Cruz renderam outros 11,8 milhões de reais, número que deverá crescer no relatório de 2007 com a colaboração de dois novos shoppings, o Metrô Itaquera e o Boulevard Tatuapé.

Para a empresa, nem é tanto assim. Com apenas 60 km de linhas, o Metrô teve receita bruta total de 853 milhões de reais em 2006. Foi menor que o custo dos serviços prestados, de 919 milhões. Feitas as contas, a empresa fechou o ano com prejuízo de quase 500 milhões.

Em 2 anos, 3 presidentes

Em 2006, o presidente do Metrô era José Luiz Portella Pereira e Marcos Kassab, que é irmão do prefeito Gilberto Kassab, era o Diretor de Planejamento e Expansão. Portella deixou o cargo nos primeiros dias de 2007 para assumir a Secretaria de Transportes Metropolitanos, a convite do governador recém-eleito José Serra.

Seu sucessor, Luis Carlos David, deixou o cargo em fevereiro de 2007, na esteira do acidente com a Estação Pinheiros, e Portella assumiu como presidente interino. Mesmo com José Jorge Fagalli tendo assumido o cargo de presidente em exercício (acumulando ainda a função de Diretor de Finanças), algumas fontes sustentam que algumas decisões ainda são tomadas por Portella. Kassab, irmão do prefeito e funcionário de carreira do Metrô (e que tinha sido cogitado para substituir Portella no início de 2007), permanece na diretoria de Planejamento e Expansão.

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Formatos do Microsoft Office: agora, padrão ISO

A Microsoft conseguiu que seu formato de arquivo, chamado de Office Open XML (OOXML), fosse padronizado pela ISO – International Organization for Standardization, entidade não governamental com sede na Suíça (foto ao lado) que reúne 157 países.
A notícia, que já tinha sido antecipada ontem, foi confirmada hoje por um comunicado à imprensa emitido pela própria [...]

iso_building.jpgA Microsoft conseguiu que seu formato de arquivo, chamado de Office Open XML (OOXML), fosse padronizado pela ISO – International Organization for Standardization, entidade não governamental com sede na Suíça (foto ao lado) que reúne 157 países.

A notícia, que já tinha sido antecipada ontem, foi confirmada hoje por um comunicado à imprensa emitido pela própria ISO. Diz a nota que os formatos OOXML para planilhas, documentos e apresentações receberam votos suficientes para sua aprovação como o padrão ISO/IEC 29500.

Na disputa, o OOXML concorria com o Open Document Format (ODF), apoiado por empresas como IBM e Sun Microsystems (leia-se Open Office).

Brasil foi contra

Para a aprovação, era necessário que pelo menos 2/3 dos países que compõem o grupo principal, composto de 41 membros, votassem a favor, e que menos de 25% dos países com direito a voto, de um total de 104, fossem contra.

O resultado foi que 75% (3/4) dos países do grupo principal aprovaram a medida, enquanto 14% dos países associados a rejeitaram. (O Brasil votou contra.)

Na prática, dizem, a adoção do OOXML como padrão ISO deve beneficiar a Microsoft em concorrências públicas, já que muitos governos impõem a necessidade de padrões abertos em suas licitações de produtos tecnológicos.

Embora a propriedade intelectual do padrão seja da Microsoft, a ISO tem preferência por padrões que sejam livres de royalties. A Microsoft se comprometeu a abrir mão dos royalties, mas os termos pelos quais se dá essa franquia, no entanto, são relativamente complexos e têm causado controvérsia, especialmente no que diz respeito a disponibilidade de versões futuras e à sua permissão de uso por quem desenvolve software livre.

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EUA: evasão no Ensino Médio preocupa

Como calcular a taxa de evasão dos alunos do Ensino Médio? Uma fórmula razoável é comparar o número de formandos num dado ano com o número de matriculados no ano de ingresso dessa mesma turma; dividindo o primeiro número pelo segundo, teremos o porcentual de sucesso. Subtraindo esse porcentual de 100, teremos o índice de [...]

Como calcular a taxa de evasão dos alunos do Ensino Médio? Uma fórmula razoável é comparar o número de formandos num dado ano com o número de matriculados no ano de ingresso dessa mesma turma; dividindo o primeiro número pelo segundo, teremos o porcentual de sucesso. Subtraindo esse porcentual de 100, teremos o índice de evasão (e de atraso).

Nos Estados Unidos, contudo, não é tão simples assim. Soube pelo The New York Times que cada Estado tem sua própria fórmula, o que impede comparações. A fórmula descrita acima é a que foi sugerida pelo governo federal – e que deverá ser de uso obrigatório daqui para a frente.

Pelas contas federais, o Estado de Nova York, por exemplo, teria 65% de sucesso, ou 35% de evasão. Isso significaria que, de cada 3 ingressantes na High School, 1 não chegaria ao fim dos estudos. Mas há casos piores de Estados cujo índice de evasão chegaria a 70%.  Os Estados Unidos têm 14 mil escolas públicas de Ensino Médio, diz o jornal.

E no Brasil? Segundo o Censo Escolar de 2006 feito pelo Inep, 1.858.615 alunos concluíram o Ensino Médio em 2005. Em 2003, havia 3.687.333 alunos matriculados na 1.a série. Portanto, se seguirmos o cálculo americano, teremos 50,4% de sucesso (alunos que concluíram o Ensino Médio no tempo regular). E 49,6% de evasão e atraso. De cada 2 que entram, 1 fica para trás.

É curioso notar que o Brasil tinha 24.131 escolas de Ensino Médio em 2005. As públicas eram 17.072, ou 70,7% do total. Ou seja, mais que os EUA…

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