Muitas boas iniciativas no Brasil pecam por falta de cuidado com os detalhes.
A linha 9-Esmeralda da CPTM, que liga Osasco ao Grajaú, é um exemplo.
Nesse trajeto, o passageiro viaja com relativo conforto. Os trens têm ar condicionado. Alguns têm som ambiente – tocam repertório clássico. Nas estações, telas LCD informam e tocam clipes. A sinalização [...]

Muitas boas iniciativas no Brasil pecam por falta de cuidado com os detalhes.
A linha 9-Esmeralda da CPTM, que liga Osasco ao Grajaú, é um exemplo.
Nesse trajeto, o passageiro viaja com relativo conforto. Os trens têm ar condicionado. Alguns têm som ambiente – tocam repertório clássico. Nas estações, telas LCD informam e tocam clipes. A sinalização está sendo toda refeita, conforme as normas em uso pelo Metrô.
No entanto, quem desembarca na Estação Cidade Universitária e quer seguir andando para a USP tem que enfrentar o trânsito em alta velocidade que segue rumo à Ponte sobre a Marginal Pinheiros.
De um lado, o trem. Do outro, a Praça Arcipreste Anselmo de Oliveira. E nenhum equipamento urbano que ajude o pedestre nessa travessia.
O resultado é o que podemos ver na foto acima: pessoas correndo para não serem atropeladas.
Do outro lado da ponte, a situação é melhor: a curva do acesso é bem mais fechada, o que ajuda a reduzir a velocidade do trânsito. Além disso, há faixas de pedestre – que, ocasionalmente, são respeitadas.
A CPTM diz que a linha 9-Esmeralda será a primeira a ser transformada em metrô de superfície.
Mas, enquanto não melhorarem as condições de acessibilidade – quer dizer, enquanto não fizerem alguma coisa para impedir que seus usuários arrisquem a vida -, será difícil enxergar tal salto de qualidade…