Celular nos EUA terá “toque do medo”

Mais uma dos Estados Unidos. Acaba ser aprovada por lá a implantação de um sistema nacional de alerta por mensagens de texto via celular.
A semente desse “upgrade” foi uma lei federal aprovada em 2006, que exigia o desenvolvimento de novos meios de aviso aos cidadãos em caso de emergência.
A participação no sistema é optativa. Quem [...]

Mais uma dos Estados Unidos. Acaba ser aprovada por lá a implantação de um sistema nacional de alerta por mensagens de texto via celular.

A semente desse “upgrade” foi uma lei federal aprovada em 2006, que exigia o desenvolvimento de novos meios de aviso aos cidadãos em caso de emergência.

A participação no sistema é optativa. Quem topar vai receber mensagens de três tipos, todas com toques diferenciados:

1) alerta nacional do Presidente, provavelmente em caso de ataque terrorista ou desastre natural;

2) alerta local sobre ameaças iminentes, como tempestades, tiroteios em áreas públicas e furacões;

3) alerta âmbar, para o caso de desaparecimento de crianças.

O sistema deverá entrar em funcionamento até 2010.

Em “Farenheit 911″, Michael Moore já alertava – sem usar SMS – para a criação de uma sociedade cercada pelas muralhas do medo. Taí mais um tijolo.

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“Loucas por amor”, entre a crise e a fantasia

“Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro” (Mad Money, 2008) é um filme dos nossos tempos, coisa que a simples leitura da sinopse não revela. Pelos jornais, sabe-se o básico: que se trata de uma história de roubo a banco, praticado por três mulheres (Diane Keaton, Queen Latifah e Katie Holmes).
Há algo mais a tirar desse [...]

“Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro” (Mad Money, 2008) é um filme dos nossos tempos, coisa que a simples leitura da sinopse não revela. Pelos jornais, sabe-se o básico: que se trata de uma história de roubo a banco, praticado por três mulheres (Diane Keaton, Queen Latifah e Katie Holmes).

Há algo mais a tirar desse filme, feito para a Sessão da Tarde. Da história em três atos (a saber: motivação, execução e fuga), a primeira parte é que nos interessa. O que motivaria três mulheres comuns a desviar dinheiro velho de uma das unidades do Banco Central americano?

Vida no sofá

A personagem de Diane Keaton responde. Seu marido, representado por Ted Danson, perdeu um bom emprego – culpa do downsizing, diz. A meia idade o afasta de novas oportunidades e, depois de vários meses encostado no sofá, a vida luxuosa de classe média-alta desmoronou.

Diane busca, então, um emprego qualquer, desde que tenha benefícios sociais, e a única vaga que encontra é a de faxineira no Federal Reserve de Kansas City (para quem não tem idéia de como funciona o seguro-saúde nos EUA, recomendamos “Sicko”, de Michael Moore, em cartaz).

Aqui surge a opção do cinema americano de transformar uma questão social latente em comédia. Seu espelho involuntário poderia ser o filme espanhol “Segundas ao Sol” (2002), com Javier Barden, que traz a visão real do problema do desemprego na meia idade.

Trajetória dupla

O caminho espanhol é o da angústia. O americano – a partir do segundo ato -, o da fantasia. Nessa trajetória, nossos ladrões redefinem ética e moral, adaptando-os aos nossos tempos (“pegar notas do governo que seriam trituradas não é roubo”, diz uma ladra), ao mesmo tempo que preservam valores como confiança e amizade. O final, inverossímil, é prova disso.

Embora feito para divertir, “Loucas por Amor” também incomoda. Pois não é difícil imaginar que, naquela encruzilhada entre o real e o fantástico, o real tenha sido o caminho efetivamente trilhado. E provavelmente nossos simpáticos personagens tenham tido o mesmo destino dos estivadores espanhóis – uma vida em que cada dia é igual ao anterior, como um eterno domingo, enquanto a vida acontece na TV.

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Reparo urgente causa transtorno aéreo nos EUA

Fico sabendo, pelo The New York Times, que a American Airlines cancelou cerca de 900 vôos domésticos nesta quinta, nos EUA.
O motivo: a lentidão de uma inspeção de urgência nos aviões McDonnell-Douglas MD-80, como o da foto, em uso pela empresa. A inspeção foi determinada pela FAA, a Anac de lá.
O tamanho do estrago é [...]

Fico sabendo, pelo The New York Times, que a American Airlines cancelou cerca de 900 vôos domésticos nesta quinta, nos EUA.

O motivo: a lentidão de uma inspeção de urgência nos aviões McDonnell-Douglas MD-80, como o da foto, em uso pela empresa. A inspeção foi determinada pela FAA, a Anac de lá.

O tamanho do estrago é enorme. A American é a maior companhia aérea dos Estados Unidos, e esses 900 vôos correspondem a 40% de todos os vôos que a empresa opera num dia. Resultado: aeroportos cheios, passageiros impacientes, perdas de conexões… Um filme que conhecemos bem.

E por que a medida extrema? Diz o jornal que a AA e outras companhias simplesmente ignoraram a recomendação de segurança da FAA, deixando o reparo para depois. A versão oficial é que a agência do governo notou o descaso e obrigou o reparo imediato em todas as aeronaves do país, antes que um acidente tivesse ocorrido.

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