A Microsoft conseguiu que seu formato de arquivo, chamado de Office Open XML (OOXML), fosse padronizado pela ISO – International Organization for Standardization, entidade não governamental com sede na Suíça (foto ao lado) que reúne 157 países.
A notícia, que já tinha sido antecipada ontem, foi confirmada hoje por um comunicado à imprensa emitido pela própria ISO. Diz a nota que os formatos OOXML para planilhas, documentos e apresentações receberam votos suficientes para sua aprovação como o padrão ISO/IEC 29500.
Na disputa, o OOXML concorria com o Open Document Format (ODF), apoiado por empresas como IBM e Sun Microsystems (leia-se Open Office).
Brasil foi contra
Para a aprovação, era necessário que pelo menos 2/3 dos países que compõem o grupo principal, composto de 41 membros, votassem a favor, e que menos de 25% dos países com direito a voto, de um total de 104, fossem contra.
O resultado foi que 75% (3/4) dos países do grupo principal aprovaram a medida, enquanto 14% dos países associados a rejeitaram. (O Brasil votou contra.)
Na prática, dizem, a adoção do OOXML como padrão ISO deve beneficiar a Microsoft em concorrências públicas, já que muitos governos impõem a necessidade de padrões abertos em suas licitações de produtos tecnológicos.
Embora a propriedade intelectual do padrão seja da Microsoft, a ISO tem preferência por padrões que sejam livres de royalties. A Microsoft se comprometeu a abrir mão dos royalties, mas os termos pelos quais se dá essa franquia, no entanto, são relativamente complexos e têm causado controvérsia, especialmente no que diz respeito a disponibilidade de versões futuras e à sua permissão de uso por quem desenvolve software livre.


