Metrô, o mais novo shopping center de SP

Se você acha que a foto acima foi tirada em algum shopping center, errou. Cada vez mais as estações do Metrô de São Paulo parecem-se com centros comerciais. A foto, tirada na Estação Sé, é prova disso.
Nas lojinhas, o usuário que não tiver tanta pressa poderá apreciar roupas, relógios chineses, bijuterias e alguns comestíveis. [...]

abcd0020peq
Se você acha que a foto acima foi tirada em algum shopping center, errou. Cada vez mais as estações do Metrô de São Paulo parecem-se com centros comerciais. A foto, tirada na Estação Sé, é prova disso.

Nas lojinhas, o usuário que não tiver tanta pressa poderá apreciar roupas, relógios chineses, bijuterias e alguns comestíveis. Fazem conjunto com as vending machines de refrigerantes e de livros. Do metrô, elas se beneficiam não apenas da localização privilegiada (em caso de atraso ou pane, os usuários já têm onde fazer hora), mas também da segurança interna, que é mais eficiente que a da rua.

Passagem comprometida

abcd0018peq

Em alguns casos, os quiosques parecem mais atrapalhar que ajudar. Na Estação Carrão, por exemplo, uma lojinha de bolos e biscoitos bloqueia quase metade da largura da passarela (foto acima). Nos horários de pico, as pessoas se espremem no espaço que sobra, e duvida-se que seja suficiente em caso de emergência.

Dentro das estações, a situação não é diferente. Quando não há lojinhas, encontram-se quiosques de venda de motos, de assinaturas de jornal, de inscrição em vestibulares e de cafés e doces (foto abaixo).

abcd0019peq

O viés comercial do Metrô não chega a ser novidade. Pelo menos três shopping centers construídos em áreas do Metrô – o Metrô Tatuapé (1997), o Santa Cruz (2001) e, mais recentemente, o Boulevard Tatuapé (2007) – eram, originalmente, grandes estacionamentos.

Esses estacionamentos, erguidos mediante a desapropriação de casas, foram concebidos para desafogar o trânsito na região central. Por meio deles, os motoristas deixavam os carros no meio do caminho e seguiam para o trabalho de metrô. Em 1988, o preço do estacionamento onde hoje é o Shopping Metrô Tatuapé incluía dois bilhetes de metrô, para que o motorista não precisasse perder tempo na fila do guichê.

Ainda na zona Leste, áreas que foram desapropriadas pelo Metrô são hoje objeto de cessão para uso comercial privado – caso do terreno na esquina da Rua Itapura com a Radial Leste, que acaba de receber um posto de gasolina. Há ainda o caso de outro estacionamento de integração, no metrô Belém, que ironicamente funciona hoje como um feirão de automóveis.

No prejuízo

E o que o Metrô ganha? De acordo com o relatório da administração, em 2006 a exploração comercial (incluindo receitas de publicidade e de uso de terminais rodoviários) rendeu à empresa 59,5 milhões de reais – um acréscimo de 20% em relação a 2005. O uso comercial das áreas internas, por exemplo, trouxe 18,7 milhões de reais aos cofres do Metrô (um resultado 33,6% maior que o de 2005).

Os Shoppings Metrô Tatuapé e Santa Cruz renderam outros 11,8 milhões de reais, número que deverá crescer no relatório de 2007 com a colaboração de dois novos shoppings, o Metrô Itaquera e o Boulevard Tatuapé.

Para a empresa, nem é tanto assim. Com apenas 60 km de linhas, o Metrô teve receita bruta total de 853 milhões de reais em 2006. Foi menor que o custo dos serviços prestados, de 919 milhões. Feitas as contas, a empresa fechou o ano com prejuízo de quase 500 milhões.

Em 2 anos, 3 presidentes

Em 2006, o presidente do Metrô era José Luiz Portella Pereira e Marcos Kassab, que é irmão do prefeito Gilberto Kassab, era o Diretor de Planejamento e Expansão. Portella deixou o cargo nos primeiros dias de 2007 para assumir a Secretaria de Transportes Metropolitanos, a convite do governador recém-eleito José Serra.

Seu sucessor, Luis Carlos David, deixou o cargo em fevereiro de 2007, na esteira do acidente com a Estação Pinheiros, e Portella assumiu como presidente interino. Mesmo com José Jorge Fagalli tendo assumido o cargo de presidente em exercício (acumulando ainda a função de Diretor de Finanças), algumas fontes sustentam que algumas decisões ainda são tomadas por Portella. Kassab, irmão do prefeito e funcionário de carreira do Metrô (e que tinha sido cogitado para substituir Portella no início de 2007), permanece na diretoria de Planejamento e Expansão.

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Formatos do Microsoft Office: agora, padrão ISO

A Microsoft conseguiu que seu formato de arquivo, chamado de Office Open XML (OOXML), fosse padronizado pela ISO – International Organization for Standardization, entidade não governamental com sede na Suíça (foto ao lado) que reúne 157 países.
A notícia, que já tinha sido antecipada ontem, foi confirmada hoje por um comunicado à imprensa emitido pela própria [...]

iso_building.jpgA Microsoft conseguiu que seu formato de arquivo, chamado de Office Open XML (OOXML), fosse padronizado pela ISO – International Organization for Standardization, entidade não governamental com sede na Suíça (foto ao lado) que reúne 157 países.

A notícia, que já tinha sido antecipada ontem, foi confirmada hoje por um comunicado à imprensa emitido pela própria ISO. Diz a nota que os formatos OOXML para planilhas, documentos e apresentações receberam votos suficientes para sua aprovação como o padrão ISO/IEC 29500.

Na disputa, o OOXML concorria com o Open Document Format (ODF), apoiado por empresas como IBM e Sun Microsystems (leia-se Open Office).

Brasil foi contra

Para a aprovação, era necessário que pelo menos 2/3 dos países que compõem o grupo principal, composto de 41 membros, votassem a favor, e que menos de 25% dos países com direito a voto, de um total de 104, fossem contra.

O resultado foi que 75% (3/4) dos países do grupo principal aprovaram a medida, enquanto 14% dos países associados a rejeitaram. (O Brasil votou contra.)

Na prática, dizem, a adoção do OOXML como padrão ISO deve beneficiar a Microsoft em concorrências públicas, já que muitos governos impõem a necessidade de padrões abertos em suas licitações de produtos tecnológicos.

Embora a propriedade intelectual do padrão seja da Microsoft, a ISO tem preferência por padrões que sejam livres de royalties. A Microsoft se comprometeu a abrir mão dos royalties, mas os termos pelos quais se dá essa franquia, no entanto, são relativamente complexos e têm causado controvérsia, especialmente no que diz respeito a disponibilidade de versões futuras e à sua permissão de uso por quem desenvolve software livre.

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
   Páginas:    
Versão Zero
 
Computadores, gadgets, celulares, software, internet, testes e muito mais
 
Páginas
 
 
Categorias
 
 
Twitter
 
 
Busca
 
 
Arquivo
 
April 2008
S M T W T F S
« Mar   May »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  
 
Tags
 
 
Comentários