Silent Disco: a sonzeira virou wireless

Uma das experiências mais curiosas da Virada Cultural deste ano, em São Paulo, foi a Silent Disco.
Confesso desde já que não vi a coisa – estava em outro canto, na Praça Dom José Gaspar, curtindo um pianinho. Mas o item estava lá, no mapa do roteiro, bem em frente ao Mosteiro de São Bento.
Bem, o [...]

Uma das experiências mais curiosas da Virada Cultural deste ano, em São Paulo, foi a Silent Disco.

Confesso desde já que não vi a coisa – estava em outro canto, na Praça Dom José Gaspar, curtindo um pianinho. Mas o item estava lá, no mapa do roteiro, bem em frente ao Mosteiro de São Bento.

Bem, o que é a Silent Disco? Simples: uma discoteca silenciosa. Onde quem dança, dança com um fone de ouvido sem fio.

Não é uma maravilha? Só ouve a música quem quer. Vizinhos, como os religiosos do Mosteiro, agradecem.

Diz a lenda que a iniciativa ganhou a mídia na edição 2005 do Festival de Glastonbury, na Inglaterra. Antes disso, era empregada pelos holandeses, que a inventaram, em festas consideradas ilegais. (E fico pensando o que, na liberal Holanda, pode ser ilegal… Funk proibidão, talvez?)

A tal invenção cairia como uma luva naquele episódio-lenda envolvendo a banda Pink Floyd… Dizem que, num show do grupo ao ar livre, o volume ficou tão alto que matou todos os peixes de um lago próximo.

Se é verdade, não sei. Mas, quando houver a próxima Silent Disco, estarei lá.

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Venda de ingressos de futebol: 2 por segundo

Neste domingo São Paulo assistirá à final do Campeonato Estadual entre Palmeiras e Ponte Preta.
A venda de ingressos começou – e acabou – hoje. No Estádio Palestra Itália, os 25 mil ingressos acabaram em 3 horas.
Este é, pelo menos, o relato oficial. O que surpreende é a taxa com que os ingressos foram vendidos.
Foram 8.333 [...]

Neste domingo São Paulo assistirá à final do Campeonato Estadual entre Palmeiras e Ponte Preta.

A venda de ingressos começou – e acabou – hoje. No Estádio Palestra Itália, os 25 mil ingressos acabaram em 3 horas.

Este é, pelo menos, o relato oficial. O que surpreende é a taxa com que os ingressos foram vendidos.

Foram 8.333 ingressos por hora; 138 por minuto; 2 por segundo.

Se houvesse 10 guichês para atendimento, os números não seriam menos surpreendentes: 833 por hora, por guichê; 13 por minuto; 1 ingresso vendido a cada 4 segundos.

Das duas, uma: ou os funcionários do guichê são mais eficientes que robôs japoneses, ou não havia tantos ingressos assim para vender.

O que você acha?

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CPTM: entre perder o trem e perder a vida

Muitas boas iniciativas no Brasil pecam por falta de cuidado com os detalhes.
A linha 9-Esmeralda da CPTM, que liga Osasco ao Grajaú, é um exemplo.
Nesse trajeto, o passageiro viaja com relativo conforto. Os trens têm ar condicionado. Alguns têm som ambiente – tocam repertório clássico. Nas estações, telas LCD informam e tocam clipes. A sinalização [...]

Muitas boas iniciativas no Brasil pecam por falta de cuidado com os detalhes.

A linha 9-Esmeralda da CPTM, que liga Osasco ao Grajaú, é um exemplo.

Nesse trajeto, o passageiro viaja com relativo conforto. Os trens têm ar condicionado. Alguns têm som ambiente – tocam repertório clássico. Nas estações, telas LCD informam e tocam clipes. A sinalização está sendo toda refeita, conforme as normas em uso pelo Metrô.

No entanto, quem desembarca na Estação Cidade Universitária e quer seguir andando para a USP tem que enfrentar o trânsito em alta velocidade que segue rumo à Ponte sobre a Marginal Pinheiros.

De um lado, o trem. Do outro, a Praça Arcipreste Anselmo de Oliveira. E nenhum equipamento urbano que ajude o pedestre nessa travessia.

O resultado é o que podemos ver na foto acima: pessoas correndo para não serem atropeladas.

Do outro lado da ponte, a situação é melhor: a curva do acesso é bem mais fechada, o que ajuda a reduzir a velocidade do trânsito. Além disso, há faixas de pedestre – que, ocasionalmente, são respeitadas.

A CPTM diz que a linha 9-Esmeralda será a primeira a ser transformada em metrô de superfície.

Mas, enquanto não melhorarem as condições de acessibilidade – quer dizer, enquanto não fizerem alguma coisa para impedir que seus usuários arrisquem a vida -, será difícil enxergar tal salto de qualidade…

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Milão recebe pérolas do design japonês

Dia desses, assistindo à TV Minuto do Metrô de São Paulo, vi um notebook com gabinete de madeira. Embora desse para ler, na tela, a marca Fujitsu, não havia nenhuma outra informação sobre o portátil.
Pois bem: descobri que a peça compôs uma mostra de design japonês, chamada Japan Design 2008 Innovation. Houve uma apresentação em [...]

Dia desses, assistindo à TV Minuto do Metrô de São Paulo, vi um notebook com gabinete de madeira. Embora desse para ler, na tela, a marca Fujitsu, não havia nenhuma outra informação sobre o portátil.

Pois bem: descobri que a peça compôs uma mostra de design japonês, chamada Japan Design 2008 Innovation. Houve uma apresentação em Milão, na Itália, em meados de abril. E a Fujitsu estava lá.

O aparelho, que chama mais atenção pela embalagem do que pelo conteúdo, foi batizado de Woodshell (concha de madeira, numa tradução grosseira). Seu material, na verdade, é um composto que mistura cedro e bioplástico.

O site do evento traz outras surpresas, como uma pilha recarregável da Sanyo, chamada Eneloop, que tem um baixíssimo ritmo de auto-descarga quando deixada sem uso. Ou a cadeira-carro i-Real, da Toyota (foto abaixo) – apresentado como um veículo de “mobilidade pessoal”, capaz de trafegar tanto dentro de casa como nas ruas. Pelo visto, sem direito a airbag.

Fotos: divulgação

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Retro-review: Milmar Laser IIc (1985)

Quem sonha em ter um iPhone talvez não possa imaginar como um micro tosco como o da foto tenha sustentado uma empresa como a Apple por tanto tempo.
Mas foi o que aconteceu. A família Apple II de computadores foi fabricada entre 1977 e 1993 e seu sucesso permitiu que a empresa capitaneada pelo carismático Steve [...]

milmar_laser

Quem sonha em ter um iPhone talvez não possa imaginar como um micro tosco como o da foto tenha sustentado uma empresa como a Apple por tanto tempo.

Mas foi o que aconteceu. A família Apple II de computadores foi fabricada entre 1977 e 1993 e seu sucesso permitiu que a empresa capitaneada pelo carismático Steve Jobs acumulasse dinheiro para criar o Macintosh.

O preço de lançamento do Apple II, em 1977, foi de 1.300 dólares. E a aceitação foi plena. Na década de 80 praticamente toda escola norte-americana tinha uma sala de informática equipada com Apples.

milmar_logo

De olho nesse sucesso, uma leva de fabricantes brasileiros – protegidos pela reserva de mercado de 1982 – começou a fabricar clones do equipamento. Um deles foi a Milmar. O equipamento deste teste, um Laser IIc com número de série 2307, saiu com a etiqueta “Apple House” e foi comprado na loja Arapuã do Shopping Ibirapuera em 1988.

Era, de fato, um mercado promissor. Lembro-me de usar, no Instituto de Física da USP, um laboratório de informática com dezenas de Apples feitos pela CCE, movidos a disquete. Um monitor (de carne e osso) ficava na sala, controlando o empréstimo de softwares.

Também cheguei a vislumbrar o “futuro” desse mercado, ao ver, na diretoria de um grande grupo empresarial nacional, um clone taiwanês contrabandeado do Apple II, operando a todo o vapor. O ano era 1985 e o equipamento teria custado ao tal diretor cerca de 5 mil dólares.

Por fora, por dentro

O que a Milmar fez foi copiar, em 1985, o design do verdadeiro Laser IIc de 1984, incluindo até uma alça plástica embutida para transporte e que, desdobrada, servia também como apoio de mesa.

Ao contrário da versão original, o Laser brasileiro não tinha leitor de disquetes embutido. E, tal como a versão original, não tinha encaixe para placas de expansão: era preciso comprar um adaptador, por sinal bastante raro.

milmar_teclado

Por dentro, o que havia era o mesmo clone de Apple II dos outros modelos da empresa. Até o teclado foi reaproveitado dos modelos maiores. Prova disso é a inclinação “para trás” das teclas, bastante exagerada para um micro cujo teclado deveria ser quase plano.

Sobre as placas de expansão, é preciso explicar: na época, praticamente todo recurso novo dependia de um hardware novo. Para que o monitor saltasse dos 40 caracteres por linha para 80, por exemplo, era preciso uma placa.

Os Apples “regulares”, de gabinete alto, permitiam o encaixe de até 8 dessas placas, que podiam ter diversos fins. No magrinho Laser IIc da Milmar, a placa principal vinha apenas com o controlador do leitor de disquetes (com 2 tomadas na lateral esquerda). Atrás, havia conectores para joystick (tipo Atari), fita cassete (para gravar e ler dados e programas), saídas para monitor de vídeo e TV e o conector da fonte de alimentação, além do encaixe para o acessório de expansão.

milmar_maca1

Para um clone, o acabamento não era ruim. A Milmar até reproduziu a maçã colorida da Apple em um dos cantos do aparelho. O manual, no entanto, é de uma precariedade que dá dó: datilografado e com um decalque grosseiro na capa, o livrinho espiral tenta ensinar tanto a configuração do bicho como a linguagem Basic nativa. Não consegue fazer nem uma coisa, nem outra.

Para a época, bastante rápido

No uso, percebe-se a diferença que o Apple II fez na época, mesmo tendo um processador de – pasmem – 1 MHz. Para testá-lo, ligamos o Laser IIc a um televisor atual (com o uso da porta para monitor, que nada mais é que uma saída de vídeo comum).

Tal como fizemos com os testes de calculadora, criamos um pequeno programa em Basic para calcular o fatorial do maior número aceito pelo Laser. Esse número foi 33 e a razão está no tipo de dado utilizado para guardar o resultado: uma variável do tipo ponto flutuante aceita números com expoente máximo de 37.

milmar_run

A velocidade, comparada com a das calculadoras, é impressionante. O cálculo não levou mais que 3 segundos. A calculadora TI-66 (de 1983), no nosso teste, levou 49 segundos para entregar o fatorial de 69. Em teste semelhante, a HP-20S (de 1989) levou 3 segundos – mesmo tempo do Laser, cuja alma é de 1977.

No fim, a compra do Apple em 1988 foi uma má escolha, por três razões: as empresas já aderiam em massa ao IBM PC; as escolas, que nunca tinham tido micro, compravam modelos MSX da Sharp e da Gradiente, bem mais avançados; e a Apple americana já tinha dado seu recado aos fabricantes nacionais ao impedir que a Unitron clonasse o Macintosh.

Restou o equipamento – e o testemunho de uma época.

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O próximo relógio maluco da Tokyoflash

Que o pessoal da Tokyoflash é louco por relógios com mostradores exóticos já não é novidade para ninguém. Mas é difícil de imaginar como ler as horas num mostrador como esse aí do lado.
A imagem veio em um e-mail promocional, com o comentário “veja no que estamos trabalhando”. O nome da figura é “Padrão de [...]

Que o pessoal da Tokyoflash é louco por relógios com mostradores exóticos já não é novidade para ninguém. Mas é difícil de imaginar como ler as horas num mostrador como esse aí do lado.

A imagem veio em um e-mail promocional, com o comentário “veja no que estamos trabalhando”. O nome da figura é “Padrão de Infecção”.

Com o perdão do trocadilho, será que a moda pega? Se agradar, o povo vai ficar doente por um desses…

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Dicionário do século XVIII chega à internet

Imagine um dicionário que, para a palavra “motor”, dá a seguinte definição: “Deus”.
Assim é o “Vocabulario Portuguez”, do padre Raphael Bluteau. Publicado em volumes entre 1712 e 1728, o livro é considerado o primeiro dicionário da língua portuguesa. E agora está disponível para consultas na internet.
O trabalho, que incluiu a digitalização de cada página da [...]

Imagine um dicionário que, para a palavra “motor”, dá a seguinte definição: “Deus”.

Assim é o “Vocabulario Portuguez”, do padre Raphael Bluteau. Publicado em volumes entre 1712 e 1728, o livro é considerado o primeiro dicionário da língua portuguesa. E agora está disponível para consultas na internet.

O trabalho, que incluiu a digitalização de cada página da coleção, ficou a cargo do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo.

Mundo simples

O “Vocabulario Portuguez” tem cerca de 44 mil verbetes. É de uma época anterior à Revolução Industrial e das principais descobertas das ciências naturais.

A palavra “eletricidade”, por exemplo, nem consta do dicionário. E “mecânica” é subordinada à matemática, numa definição que mistura arte e ciência.

A consulta aos verbetes do “Vocabulario” pode ser feita neste endereço aqui.

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Gambiarra cria celular com 2 linhas

Muita gente gostaria de ter um celular capaz de receber dois cartões SIM, só para ter duas linhas telefônicas no mesmo aparelho.
Os engenheiros chineses já pensaram nisso. E fizeram uma senhora gambiarra: um circuito integrado flexível para espetar 2 chips SIM em um só slot.
Esses adaptadores podem ser encontrados facilmente em sites de leilão como [...]

dual_sim

Muita gente gostaria de ter um celular capaz de receber dois cartões SIM, só para ter duas linhas telefônicas no mesmo aparelho.

Os engenheiros chineses já pensaram nisso. E fizeram uma senhora gambiarra: um circuito integrado flexível para espetar 2 chips SIM em um só slot.

Esses adaptadores podem ser encontrados facilmente em sites de leilão como o Ebay. Busque por “dual sim adapter” e você verá ofertas de até 1 dólar, mais frete.

Os vendedores garantem que, com o adaptador, você poderá mudar de uma linha para outra – digamos, de Claro para Tim e vice-versa – sem desligar o aparelho.

Eles também dizem que o sistema funciona com qualquer celular, desde que o compartimento da bateria tenha alguma folga para guardar o segundo cartão SIM. O Motorola V3, por exemplo, não tem.

Recorte e monte

O adaptador chinês pode parecer precário. Mas é bem melhor que o sistema anterior – que, aliás, ainda está à venda.

dual_sim_2

Nesse sistema velho, você teria que pegar os cartões SIM e recortar, com uma tesoura, a parte metálica. As duas peças recortadas seriam então encaixadas num adaptador especial, do tamanho de um cartão SIM comum.

Se for comprar, boa sorte!

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Trens de SP: o novo mapa da rede

Pesquisando no site da CPTM, encontrei um mapa atualizado da rede de trens e metrô de São Paulo.
O mapa traz as novas estações Primavera-Interlagos e Grajaú da CPTM, inauguradas dia 21, além de linhas do metrô que ainda estão em projeto, como a 6-Rosa (chamada, no mapa, de 6-Laranja).
No mapa, a linha Rosa/Laranja vai da [...]

Pesquisando no site da CPTM, encontrei um mapa atualizado da rede de trens e metrô de São Paulo.

O mapa traz as novas estações Primavera-Interlagos e Grajaú da CPTM, inauguradas dia 21, além de linhas do metrô que ainda estão em projeto, como a 6-Rosa (chamada, no mapa, de 6-Laranja).

No mapa, a linha Rosa/Laranja vai da Freguesia do Ó à Estação São Joaquim, na Liberdade. O trecho entre Vila Prudente e Oratório também está lá.

Há também a extensão da linha Lilás do metrô, que por muito tempo ficou conhecida por ligar o nada a lugar nenhum. Pelo projeto, a linha passará pelas estações Santa Cruz (linha Azul) e Chácara Klabin (linha Verde).

Orcapenga

Bem que o mapa podia alertar sobre a precariedade da ponte Orca – as linhas de microônibus que levam passageiros entre algumas estações do metrô e da CPTM.

A ponte Orca entre Barra Funda e Vila Madalena, por exemplo, só funciona nos horários de pico. Mas consta do mapa como uma ligação permanente.

Para ver o mapa ampliado, é só clicar na imagem acima.

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CPTM: trens novos na linha Esmeralda

A CPTM abriu licitação para a compra de 8 trens de 8 vagões cada. Eles irão rodar na linha 9-Esmeralda, que liga Osasco a Grajaú e que serve regiões nobres da cidade, como Pinheiros e Vila Olímpia.
Os novos trens terão ar condicionado, câmeras internas e registrador de eventos (caixa preta), como nos aviões.
A intenção da [...]

A CPTM abriu licitação para a compra de 8 trens de 8 vagões cada. Eles irão rodar na linha 9-Esmeralda, que liga Osasco a Grajaú e que serve regiões nobres da cidade, como Pinheiros e Vila Olímpia.

Os novos trens terão ar condicionado, câmeras internas e registrador de eventos (caixa preta), como nos aviões.

A intenção da CPTM é transformar toda a rede de trens em metrô de superfície. Com o trabalho, que começou com a linha Esmeralda, o intervalo entre trens deverá chegar a 3 minutos, como no metrô.

O valor do contrato, sem impostos, é estimado em US$ 120 milhões.

Primeiro em ação

É nessa linha que corre o trem novo, fabricado pela Alstom. Ele é o primeiro de um lote de 12 que vão entrar em operação na linha 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú). O trem tem ar condicionado e bancos com forro aveludado, entre outros itens de conforto e segurança.

Para quem já precisou usar os trens da linha 11-Coral, fabricados há mais de 30 anos e sucateados pelos maus tratos dos usuários, é como saltar da Mumbai para Madri em uma só baldeação…

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