Sobre o iPhone no Brasil

É no mínimo curioso como a “Folha de S.Paulo” de domingo, 9 de março, trata o iPhone no Brasil como fato consumado. O argumento que sustenta toda a matéria é uma pesquisa da consultoria Predicta: segundo os números, 49,7% dos acessos à internet via celular são feitos por meio do iPhone.
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É no mínimo curioso como a “Folha de S.Paulo” de domingo, 9 de março, trata o iPhone no Brasil como fato consumado. O argumento que sustenta toda a matéria é uma pesquisa da consultoria Predicta: segundo os números, 49,7% dos acessos à internet via celular são feitos por meio do iPhone.

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>> Claro: iPhone no Brasil até o fim do ano

Vamos às contas que o artigo não fez. A Predicta conta que, em fevereiro, o total desse tipo de acesso chegou a 212.614. Vamos supor que esse número conte acessos únicos, o que seria razoável. Então poderíamos comparar com o total de celulares no país, que em janeiro, segundo o site Teleco, chegou a 122,8 milhões.

Isso quer dizer que aproximadamente 0,2% dos celulares foram usados para acessar a internet. Por que tão pouco? A resposta pode estar justamente no preço absurdo das tarifas de dados das operadoras.

Para dar um exemplo: queria participar do sorteio de um par de ingressos para o cinema, mas para isso teria de enviar um e-mail às 9 horas da manhã. Como estaria em trânsito, deixei o e-mail pronto na pasta Rascunhos do GMail, para enviá-lo na hora certa. Perto das 9 horas, abri o celular, me conectei via Wap (pois a Vivo ainda não me ofereceu o Zap para GSM), enviei a mensagem… Ao custo de 5 reais.

Por esse preço, o uso da internet via celular continuará restrito aos pouco mais de 100 mil brasileiros que têm dinheiro para comprar iPhone – e não há surpresa alguma nisso…

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Eee PC tem modem? Tem, sim senhor

Difícil encontrar hoje em dia quem sinta falta do modem – para quem já não lembra, é aquele clássico circuito usado na transmissão de dados via linha telefônica (e que faz um barulhinho irritante). Quem tem Eee PC, por exemplo, não tem modem – e não conhecemos reclamações nesse sentido.
Mas vá que você visite [...]

Difícil encontrar hoje em dia quem sinta falta do modem – para quem já não lembra, é aquele clássico circuito usadozoom_usb_modem.jpg na transmissão de dados via linha telefônica (e que faz um barulhinho irritante). Quem tem Eee PC, por exemplo, não tem modem – e não conhecemos reclamações nesse sentido.

Mas vá que você visite sua avó no sítio de Minas, que não tem Wi-Fi, nem celular, nem rede cabeada, e precise checar os emails. O que fazer? A Zoom tem a resposta: um mini-modem USB, padrão V.92, compatível com Linux e capaz de sustentar conexões com até 56 Kbps.

O mini-modem USB está à venda na internet, em lojas como a AllAsus, por cerca de 50 dólares. No eBay, o aparelhinho chega a custar 1 dólar, mas é preciso consultar o preço do frete e a possibilidade de remessa para o Brasil.

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Retro-review: Casio fx-19 (1976)

Embora não tenha sido a primeira calculadora científica da marca, a fx-19 traz soluções tecnólogicas que hoje parecem no mínimo curiosas.



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Eis a boa surpresa da semana: num gesto de coragem e desprendimento, o amigo e leitor Roger Yuzo doou uma calculadora Casio fx-19, com display de tubos de flúor, para o acervo de raridades deste blog (thanks, Roger!). Não demorou para que nosso laboratório se detivesse na análise da maquininha.

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Estima-se que a fx-19 tenha sido lançada em 1976. Não foi a primeira científica da marca: a pioneira foi a fx-10, que tinha 10 funções – daí o nome. A fx-19 segue a mesma lei de batismo: são 19 botões de função, além das teclas numéricas e de operações básicas.

Quanto ao display, uma curiosidade: sua tecnologia é avó da utilizada nas TVs de plasma – a dizer, a capacidade de um gás emitir luz mediante a passagem de uma corrente elétrica. Na época, a única cor – possibilitada pelo uso do flúor – era a verde. Há espaço para 10 dígitos, mas a fx-19 usa apenas 9 – são 8 para números e um para o sinal negativo. No uso de notação científica, a capacidade é menor: são 6 dígitos para mantissa (com 5 casas decimais), mais 2 para o expoente.

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É uma calculadora de peso – 180 gramas, sem contar as pilhas. Sua altura, de quase 3 centímetros, é levemente disfarçada pelo design. O painel escuro sobre a carcaça branca dá a ilusão de que seria mais fina. As pilhas – 4, do tipo AA – ficam num compartimento traseiro. Como alternativa, há na parte de cima um conector para alimentação pela tomada.

A fx-19 comporta-se de modo curioso em várias situações – sinais de uma época em que calculadoras custavam tanto quanto um bom computador atual, e, como estes, não eram livres de bugs. Um exemplo é quando se calcula x elevado a y: ao se digitar x e pressionar a tecla x^y (o circunflexo, aqui, representa o “elevado a” da notação de potências), a tela mostra um número maluco, que o manual chama de “valor intermediário”. E, apesar de a calculadora operar com números negativos em operações básicas, o x dessa função deve ser positivo – ela não resolve, por exemplo, -2 elevado a 2.

Erros de arredondamento também são freqüentes. Tentamos calcular o seno de 180 graus, que é a mesma coisa que calcular o seno de Pi radianos – 180 graus e Pi radianos são a mesma medida, dada em unidades diferentes.

Ajustamos a chave de unidade de ângulo em Deg (de Degree = grau), teclamos 180 e o botão “sin”, e obtemos zero, que é a resposta correta. Repetimos a conta, desta vez com a chave ajustada em Rad (de Radianos), e teclamos “Pi” (aparece o número 3,1415926) e “sin”, e temos como resposta 5,4 x 10 elevado a -8 – um número pequeno, sem dúvida, mas diferente de zero.

Provavelmente pelo mesmo motivo, o cálculo de uma função combinada com sua função inversa não resulta na função identidade. Assim, o logaritmo natural do número irracional e elevado a 1 não devolve 1 e sim 0,9999999.

A fx-19 também faz cálculos estatísticos básicos em uma variável, como acumular a somatória de x e do quadrado de x (para o cálculo da variância), bem como mostrar o desvio padrão para a amostra (n-1) e para a população (n). Aqui também temos algo curioso: as funções estatísticas são ativadas mudando-se a chave que seleciona a unidade de medida dos ângulos (grau, radiano, grado) para uma quarta posição. Dessa forma, seis teclas têm suas funções alteradas.

Como muitas calculadoras de sua época, a fx-19 tem memória para apenas um número. Curiosamente, ela não avisa quando a memória está em uso (outras calculadoras fazem acender uma letra M no painel).

Pelo menos um recurso merece destaque pelo pioneirismo: a manipulação de frações. O botão a b/c, que existe até hoje, permite fazer contas como 1/3 + 1/5 e receber o resultado na forma de fração, sem perdas por arredondamento. Como se vê, a versatilidade das calculadoras da Casio vem de longe…

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Casio fx-19

Fabricação: 1976

Origem: Japão

Série: 6461160 (identificada por adesivo no compartimento da bateria)

Memória: 1

Preço no lançamento: não disponível

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Blu-ray chinês: sonho distante?

Leio outra notícia do NYT e esta revela um pouco das estruturas que determinam nossa “liberdade de consumo”.
O presidente da Sony Electronics, Stan Glascow, foi a Nova York para falar à imprensa, sobretudo depois que o formato Blu-ray de DVD de alta definição se tornou o padrão de fato do mercado.
Lá pelas tantas, o [...]

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Leio outra notícia do NYT e esta revela um pouco das estruturas que determinam nossa “liberdade de consumo”.

O presidente da Sony Electronics, Stan Glascow, foi a Nova York para falar à imprensa, sobretudo depois que o formato Blu-ray de DVD de alta definição se tornou o padrão de fato do mercado.

Lá pelas tantas, o homem diz que a Blu-ray Association, que controla o uso da tecnologia pelos fabricantes, não licenciou nenhuma empresa chinesa, conhecida pelos baixos custos.

O medo da Sony é que os preços dos DVDs desabem como ocorreu com os players convencionais. Depois que a China entrou no páreo, os aparelhos chegaram a custar nos EUA menos de 20 dólares (eu mesmo comprei um Cyberhome por 30 dólares, e isso em 2004).

Glascow disse ainda que não acredita no download de filmes e que os usuários ainda preferem comprar um disco e mantê-lo em casa. Para o chefe da Sony, o download de mídia só irá deslanchar daqui a cerca de 10 anos.

Taí alguém que não deve ter filhos nem sobrinhos.

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Sol garante brilho de Las Vegas à noite

Só agora, com o preço do petróleo passando de 100 dólares o barril, que outras fontes de energia ganham viabilidade financeira.
Um bom exemplo, noticiado hoje pelo The New York Times, são as instalações térmicas solares inauguradas recentemente nos arredores de Las Vegas.
O sistema não utiliza células fotovoltaicas para gerar eletricidade. Em vez disso, ele usa [...]

Só agora, com o preço do petróleo passando de 100 dólares o barril, que outras fontes de energia ganham viabilidade financeira.

Um bom exemplo, noticiado hoje pelo The New York Times, são as instalações térmicas solares inauguradas recentemente nos arredores de Las Vegas.

O sistema não utiliza células fotovoltaicas para gerar eletricidade. Em vez disso, ele usa centenas de painéis espelhados distribuídos por uma área gigantesca no deserto, cujo calor aquece tubos com óleos compostos que geram vapor. É esse vapor que, girando turbinas, produz eletricidade.

Além dessas 2 instalações em atividade, mais 10 estão em construção. Outros países, como Espanha, Marrocos e Algéria, também investem em projetos similares.

Eis uma idéia interessante para o semi-árido nordestino…

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Editora da “PC Magazine” pede concordata

Qual não foi minha surpresa ao ler no Cnet que a editora americana Ziff Davis acaba de pedir proteção judicial contra falência – algo parecido com a nossa concordata.
A Ziff Davis edita títulos que fizeram a história recente da informática, como a “PC Magazine” (computação pessoal) e a “EGM” (jogos).
Alega a empresa que a queda [...]

Qual não foi minha surpresa ao ler no Cnet que a editora americana Ziff Davis acaba de pedir proteção judicial contra falência – algo parecido com a nossa concordata.

A Ziff Davis edita títulos que fizeram a história recente da informática, como a “PC Magazine” (computação pessoal) e a “EGM” (jogos).

Alega a empresa que a queda simultânea de anunciantes e de assinantes foi responsável pela sacudida financeira, que elevou as dívidas a 500 milhões de dólares, ante um patrimônio estimado em 313 milhões.

Se sair dessa, a Ziff Davis terá como destino os bancos. Pelo acordo, pelo menos 88,8% das ações irão para as mãos dos credores, como paga pelo fôlego financeiro injetado agora. É a internet fazendo mais uma vítima…

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Eee PC: agora com tela de 8,9 polegadas

Vejam só: a Asus mostrou oficialmente esta semana, na feira européia CeBit, a versão remodelada do Eee PC. O Eee PC 900 ganhou tela de 8,9 polegadas (a anterior era de 7″), 1 GB de memória RAM, 12 GB de memória Flash interna (e que serve como disco rígido – no modelo anterior, variava de [...]

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Vejam só: a Asus mostrou oficialmente esta semana, na feira européia CeBit, a versão remodelada do Eee PC. O Eee PC 900 ganhou tela de 8,9 polegadas (a anterior era de 7″), 1 GB de memória RAM, 12 GB de memória Flash interna (e que serve como disco rígido – no modelo anterior, variava de 2 GB a 8 GB) e webcam embutida de 1,3 megapixel (ante a resolução VGA da versão anterior).

No entanto, não sabemos onde a Asus instalou os alto-falantes, que no Eee PC 710 ficam ao lado da tela de 7 polegadas.

A bateria parece ter melhorado um pouco – a autonomia declarada agora é de 3,5 horas. O problema é o preço: na Europa, o Eee PC 900 deverá custar 399 euros, cerca de 610 dólares (cerca de 1.020 reais). Segundo a Asus, a novidade estará à venda no verão do Hemisfério Norte (leia-se junho) em países selecionados (leia-se Alemanha e Inglaterra – pelo menos).

E por aqui, quanto custaria? Eis um exercício de especulação: a julgar pelo Eee PC 710, que custa 399 dólares nos EUA e 1.150 reais no Brasil, podemos supor – aplicando o mesmo acréscimo proporcional de 50% que guia a diferença em dólar – que o Eee 900 sairia por cerca de 1.700 reais.

Quem dá mais?

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Internet no metrô: 5 anos de atraso

Leio que a concessionária ViaQuatro, responsável pela linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo, promete serviços de celular e internet a quem viajar em seus trens. A entrevista, de seis meses atrás, lembrou outra que publiquei no “Informática” do Estadão. Começava assim: “O Metrô de São Paulo vai, enfim, sair do isolamento. [...]

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Leio que a concessionária ViaQuatro, responsável pela linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo, promete serviços de celular e internet a quem viajar em seus trens. A entrevista, de seis meses atrás, lembrou outra que publiquei no “Informática” do Estadão. Começava assim: “O Metrô de São Paulo vai, enfim, sair do isolamento. A estatal anunciou que está trabalhando num projeto para que os celulares funcionem nas estações subterrâneas e até dentro dos trens.”

O entrevistado de então, o chefe de departamento de Projeto e Sistemas de Controle e Comunicações Paulo Shibuya, dizia que o Metrô estava disposto a assinar parcerias com as operadoras de celular. Continuava a matéria: “A meta é que até março de 2004 tudo já esteja contratado.” Ah, se não disse, digo agora: a tal matéria foi publicada em 8 de setembro de 2003 – ou seja, caminhamos para 5 anos de atraso.

Por que demora tanto? Mistério. Ainda mais quando sabemos que, no Rio, o Metrô subterrâneo permite o uso de celular desde 2001 – a pioneira foi a Claro, que ainda se chamava ATL. À época, o presidente da Claro Carlos Henrique Moreira disse que simplesmente ofereceu o projeto ao Metrô. Disse ele à entrevista: “Pedi autorização e fiz. Investimos em torno de R$ 10 milhões. Não temos tráfego que justifique o gasto, mas a prestação de serviço é enorme.”

Uma pista para o impasse criado pelo Metrô à época é que o projeto teria de ser negociado em conjunto com todas as operadoras. A negociação miou.

Para comparar, em 2003 o Metrô de Paris começava a dispor de rede Wi-Fi em suas estações, num projeto chamado CitéMobile. Hoje o projeto tem 100 pontos de acesso em 46 estações, além de oferecer telefonia celular em 300 estações e recepção de telefonia digital móvel em caráter experimental (foto do topo).

Quase como aqui!

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Não tem Mach 5? Vá de Batmóvel

Quem não sonhou em dirigir um carro como o Mach 5 de Speed Racer? Quando criança, a única coisa que podia fazer era brincar com um velho volante esportivo – os parafusos da coluna central serviam de botões para os truques tecnológicos do carrão do desenho.
Nem é preciso explicar, portanto, a frustração de saber que [...]

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Quem não sonhou em dirigir um carro como o Mach 5 de Speed Racer? Quando criança, a única coisa que podia fazer era brincar com um velho volante esportivo – os parafusos da coluna central serviam de botões para os truques tecnológicos do carrão do desenho.

Nem é preciso explicar, portanto, a frustração de saber que a réplica trazida ao Brasil pela Warner Bros para a divulgação do filme “Speed Racer” só anda se for empurrada, já que seu peso – 250 kg – é menos de um terço do peso de um Ka.

Mas o sonho não acabou. Há pelo menos um carro de TV que anda de verdade: o Batmóvel de 1966. Na minha opinião, é o carro de design mais marcante que já vi. E tem uma história pra lá de curiosa.

O Batmobile 1966 é criação de um americano chamado George Barris, dono de uma oficina de personalização automotiva. Sua plataforma foi o carro conceito Lincoln Futura, construído pela Ford em 1955 por 250 mil dólares. O modelo nunca foi para as linhas de produção e o único protótipo foi comprado no começo dos anos 60 por Barris, que pagou – diz a lenda – apenas 1 dólar.Interior do Batmóvel de 1966

Naqueles dias, o destino do Futura era incerto. Em 1965, um produtor de TV propôs a Barris a criação de um carro para um novo seriado baseado na história do homem-morcego. Deu-lhe um prazo apertado: 3 semanas. O resultado, todos nós conhecemos.

O Batmóvel pesa 2 toneladas e meia. Tem 5,7 metros de comprimento e 2,1 metros de largura (frente). Seu motor é um V-8 de 6.000 cc (6.0 litros). Apesar disso, seu desempenho não era lá grande coisa: testemunhas dizem que o veículo praticamente se arrastava nas ruas. Tanto é que as cenas de velocidade do seriado, como a da saída da Batcaverna, eram exibidas em velocidade superior.

Portanto, já sabemos: num racha entre o lerdo Batmóvel e o estático Mach 5, o morcego sai ganhando.

A versão do seriado, que ainda pertence a Barris, pode eventualmente ser vista no Petersen Automotive Museum, em Los Angeles, que também abriga pérolas como o Lincoln Imperial do Besouro Verde e o Batmobile de 1989.

(Agradecimentos ao 1966 Batmobile por inúmeras informações de almanaque…)

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Gradiente lança TV digital de bolso

(Atualizado em 17/04/08: por causa da crise financeira que assola a Gradiente, este produto poderá não estar disponível nas lojas. Saiba mais sobre a crise e suas conseqüências clicando aqui.)
O melhor da TV digital brasileira é a mobilidade: com o aparelho certo, qualquer um pode assistir a instigante programação dos canais abertos do País. Mas [...]

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(Atualizado em 17/04/08: por causa da crise financeira que assola a Gradiente, este produto poderá não estar disponível nas lojas. Saiba mais sobre a crise e suas conseqüências clicando aqui.)

O melhor da TV digital brasileira é a mobilidade: com o aparelho certo, qualquer um pode assistir a instigante programação dos canais abertos do País. Mas a coisa tem demorado a andar. Os adaptadores USB para notebook custam os tubos, e você ainda tem de entrar com o notebook. Sabemos que os japoneses, que gentilmente nos cederam a tecnologia da TV digital, assistem há tempos TV no celular. E aqui?

Leia mais sobre TV digital

>> Testamos o receptor de TV digital USB DT-0818, da Aiko

Bom, por aqui as coisas parecem começar a engrenar. A Gradiente, por exemplo, acaba de anunciar o lançamento da Pocket TV – DTV 500, um aparelho portátil para recepção móvel de TV digital.

Disse “acaba de lançar”? Bom, há aí um certo exagero. Oficialmente, a Gradiente lançou a DTV-500 em dezembro, mas parece que as lojas ainda não souberam disso.

A julgar pelas especificações, o aparelhinho é bem pequeno mesmo. Pesa 87 gramas e mede 9,6 x 7,3 x 1,1 cm (largura x altura x profundidade). A tela LCD de 3,5 polegadas é sob medida para a baixa resolução da TV digital móvel (padrão 1-Seg). Lembre-se, a vantagem aqui é a qualidade da recepção em movimento e não a alta definição.

Como receptor digital, a DTV-500 é completinha. Mostra a grade da programação (quando disponível) e tem tecla SAP. Um detalhe é que ela não tem tela Widescreen – ao ver imagens nesse formato, que é mais largo, uma barra preta aparecerá no pé da tela. Como a maior parte da programação das TVs brasileiras ainda segue a proporção 4:3, isso não fará muita falta (por enquanto).

O telespectador tem as opções de tela Normal, Zoom e Cheia. A Normal é a proporção 4:3, a Zoom estica as imagens em Widescreen e a Cheia corta as beiradas da imagem em Widescreen.

A Gradiente diz que a bateria agüenta 3 horas e meia de uso com fones de ouvido – nesse ponto, só a experiência poderá confirmar, mas se durar o suficiente para um filme, já estará bom. A DTV 500 vem com alça, carregador e fone de ouvido.

O preço? Ainda não confirmei, mas dizem as más línguas que deverá girar em torno de 800 reais. Não é dessa vez que se irá desbancar a TV Bakosonic da portaria, mas terá presença certa nas numeradas de certas partidas de futebol. (Não, não pensei no Parque São Jorge.)

Interessado em TV digital de bolso? Clique aqui e conheça também o celular Samsung V820L, que capta sinal de TV digital no padrão 1-seg.

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