24
Mar
2008
Pode ser apenas impressão, mas a bateria do meu Eee PC está durando menos. Se antes ele podia funcionar 3 horas com a rede sem fio ligada, agora o tempo não chega a 2 horas e meia. Na verdade, assim que chega a 20% da carga, o micro reclama – e, a 10%, o Eee [...]

Pode ser apenas impressão, mas a bateria do meu Eee PC está durando menos. Se antes ele podia funcionar 3 horas com a rede sem fio ligada, agora o tempo não chega a 2 horas e meia. Na verdade, assim que chega a 20% da carga, o micro reclama – e, a 10%, o Eee PC desliga sozinho.
Curioso, pesquisei no fórum do excelente Eeeuser.com. E soube que em alguns países a Asus teria vendido Eee PC com baterias cujas etiquetas mostravam capacidade diferente da real. Procupado? Pois é, eu também fiquei. E decidi conferir por conta própria, com a ajuda de alguns comandos do Linux. E você pode fazer o mesmo.
Para checar o tipo da bateria, abra a janela do terminal (com Control – Alt – T) e digite o comando “cat /proc/acpi/battery/BAT0/info” (sem as aspas). Será possíver saber a capacidade máxima, os níveis de advertência e de desligamento automático, entre outros itens. No meu caso, esses números foram 5200 mAh, 10 mAh e 5 mAh.
Para acompanhar o status da bateria, use outro comando: “cat /proc/acpi/battery/BAT0/state” (sem as aspas). Ele lhe dará a capacidade restante.
Resultado: concluí que a bateria estava OK e que, trabalhando inadvertidamente com o brilho da tela a 100%, a carga iria mais depressa para o ralo. Reduzi o brilho para 50% e desliguei o som. Vamos ver agora quanto dura – sempre com o Wi-Fi ligado, claro, pois sem ele a vida tem bem menos graça!

24
Mar
2008
Motos elétricas têm geralmente um ponto fraco: a potência. Pelo menos até a chegada da Maxi-Scooter Vectrix. A máquina tem velocidade máxima de 100 km/h e acelera de 0 a 80 km/h em menos de 7 segundos, fôlego comparável ao de uma moto scooter de 400 cc. O abastecimento se dá por uma tomada de [...]

Motos elétricas têm geralmente um ponto fraco: a potência. Pelo menos até a chegada da Maxi-Scooter Vectrix. A máquina tem velocidade máxima de 100 km/h e acelera de 0 a 80 km/h em menos de 7 segundos, fôlego comparável ao de uma moto scooter de 400 cc. O abastecimento se dá por uma tomada de três pinos e 110 V – ou seja, nada de posto de gasolina. E a condução é moleza, pois a mesma manopla que acelera também ajuda a parar – é só girá-la na direção contrária.
Vectrix, a empresa, foi criada em 1996 nos EUA exclusivamente para fabricar veículos de emissão zero (ZEV, na sigla em inglês). Mas as vendas só começaram pra valer em 2007, ano em que a empresa lançou ações na Bolsa. A fábrica foi instalada em Wroclaw, na Polônia, o que ajudou a distribuir a moto também pela Europa, principalmente no Reino Unido.
A autonomia das baterias é resultado direto da aceleração. Quanto mais potência se exige do motor, mais rápido você precisará de uma nova carga. Em outras palavras, o motociclista tranqüilo anda mais. Pelas estimativas da Vectrix, viajar a 40 km/h permite rodar até 104 km. A 96 km/h, a autonomia cai para 32 km. Se der para usar uma tomada no escritório ou na faculdade, tudo bem. O tempo de recarga das baterias (de NiMH) varia de 3 a 5 horas. Atenção para os ciclos de descarga: são 1.700. Ou seja, daria para recarregar todo dia por 4 anos e meio até que seja preciso trocar o conjunto de baterias.
A moto é produzida nas cores prata, verde, vermelho e azul, e pode ser personalizada para uso em frotas. Pelas contas do fabricante, “encher o tanque” de uma Maxi-Scooter Vectrix custa menos de um centavo de dólar nos EUA. O problema mesmo é o preço de compra: o modelo 2007 sai por 10 mil dólares; o 2008, 12 mil. Não é por acaso que lá no site da Vectrix há uma campanha a favor da redução de impostos para veículos de emissão zero – uma lei nesse sentido deverá ser votada este ano pelo Congresso dos EUA. Bacana, não? Um dia também chegaremos lá.
