10
Mar
2008
Fiquei curioso quando notei, em 22 de janeiro, a construção de um galpão metálico próximo à rampa de acesso para a Estação Carrão do Metrô de São Paulo. Achei que fosse mais um daqueles quiosques de quinquilharias ou de comida rápida, cujo cheiro enjoativo me faz ter saudade da fumaça de óleo diesel.
Ontem, 9 de [...]

Fiquei curioso quando notei, em 22 de janeiro, a construção de um galpão metálico próximo à rampa de acesso para a Estação Carrão do Metrô de São Paulo. Achei que fosse mais um daqueles quiosques de quinquilharias ou de comida rápida, cujo cheiro enjoativo me faz ter saudade da fumaça de óleo diesel.
Ontem, 9 de março, vi que estava enganado. A obra, que já está pronta, é um bicicletário. Pelas nossas estimativas, dá para guardar umas 100 bicicletas por lá.
A iniciativa combina com outra, da Prefeitura, de construir uma ciclovia ao longo da Avenida Radial Leste. A obra continua.
Resta lutar para que quem anda de carro respeite o ciclista, que é o elo mais fraco desta combinação.
10
Mar
2008
Enquanto esperava o metrô na Estação Paraíso, zona Sul de São Paulo, notei o aviso no chão: “Antes de entrar no trem, deixe as pessoas saírem”.
Antes desse, me diziam que outro aviso, colado às portas dos trens, dizia: “Quem fica parado na porta atrasa a vida dos outros”.
O que leva à conclusão: a melhor tecnologia [...]

Enquanto esperava o metrô na Estação Paraíso, zona Sul de São Paulo, notei o aviso no chão: “Antes de entrar no trem, deixe as pessoas saírem”.
Antes desse, me diziam que outro aviso, colado às portas dos trens, dizia: “Quem fica parado na porta atrasa a vida dos outros”.
O que leva à conclusão: a melhor tecnologia não vale nada se quem a usa não tiver o mínimo de civilidade.
10
Mar
2008
Os carros compactos chamam atenção no Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça. E o Tata Nano não poderia ficar de fora. Pena ter sido mostrado fechado. Para afastar bisbilhoteiros, a Tata trancou as portas e o capô . O blog Autoblog pediu ao representante da Tata que abrisse as portas do carrinho. Ouviu como [...]

Os carros compactos chamam atenção no Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça. E o Tata Nano não poderia ficar de fora. Pena ter sido mostrado fechado. Para afastar bisbilhoteiros, a Tata trancou as portas e o capô . O blog Autoblog pediu ao representante da Tata que abrisse as portas do carrinho. Ouviu como resposta que as portas estavam trancadas e que eles deveriam “fazer bom uso das lentes teleobjetivas”.
Leio que o presidente da Tata, Ratan Tata, disse que o Nano nunca seria vendido na Europa, por causa dos altos padrões de emissão de gases e de segurança, embora seja menos poluente que as scooters vendidas na Índia atualmente.
O curioso é ler na “Folha de S.Paulo” de domingo, 9 de março, que o diretor da Tata, Atul Dhagai, disse que “o Nano poderá ser feito na América do Sul em breve”.
Junte-se a isso a informação de que a Fiat, parceira histórica da Tata, vai aposentar o Mille até 2011, trocando-o por outro carro de desenho mais arrojado.
Mais o comentário do leitor Edson, que detalha: o Nano seria produzido aqui, na fábrica da Fiat, e receberia o novo motor Fiat 900 cc bicilíndrico.
Não começa tudo a fazer mais sentido?

10
Mar
2008
A entrevista do presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo à “Folha de S.Paulo” de domingo, 9 de março, deve ser lida nas entrelinhas.
No fim do texto, o repórter pergunta se o pedágio urbano seria um dos “remédios” receitados por Roberto Scaringela ao trânsito da cidade.
A resposta: “Os remédios precisam ser [...]
A entrevista do presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo à “Folha de S.Paulo” de domingo, 9 de março, deve ser lida nas entrelinhas.
No fim do texto, o repórter pergunta se o pedágio urbano seria um dos “remédios” receitados por Roberto Scaringela ao trânsito da cidade.
A resposta: “Os remédios precisam ser assimilados pela população. (…) Não há discussão, não está na programação nem a mudança do rodízio nem qualquer atitude mais radical.”
Basta ligar os pontos. O trânsito da cidade ganhou as manchetes do jornais e da TV todos os dias da semana passada.
Ou seja: o processo de assimilação dos remédios mais amargos já começou.
10
Mar
2008
É no mínimo curioso como a “Folha de S.Paulo” de domingo, 9 de março, trata o iPhone no Brasil como fato consumado. O argumento que sustenta toda a matéria é uma pesquisa da consultoria Predicta: segundo os números, 49,7% dos acessos à internet via celular são feitos por meio do iPhone.
Leia mais sobre iPhone
>> Claro: [...]

É no mínimo curioso como a “Folha de S.Paulo” de domingo, 9 de março, trata o iPhone no Brasil como fato consumado. O argumento que sustenta toda a matéria é uma pesquisa da consultoria Predicta: segundo os números, 49,7% dos acessos à internet via celular são feitos por meio do iPhone.
Leia mais sobre iPhone
>> Claro: iPhone no Brasil até o fim do ano
Vamos às contas que o artigo não fez. A Predicta conta que, em fevereiro, o total desse tipo de acesso chegou a 212.614. Vamos supor que esse número conte acessos únicos, o que seria razoável. Então poderíamos comparar com o total de celulares no país, que em janeiro, segundo o site Teleco, chegou a 122,8 milhões.
Isso quer dizer que aproximadamente 0,2% dos celulares foram usados para acessar a internet. Por que tão pouco? A resposta pode estar justamente no preço absurdo das tarifas de dados das operadoras.
Para dar um exemplo: queria participar do sorteio de um par de ingressos para o cinema, mas para isso teria de enviar um e-mail às 9 horas da manhã. Como estaria em trânsito, deixei o e-mail pronto na pasta Rascunhos do GMail, para enviá-lo na hora certa. Perto das 9 horas, abri o celular, me conectei via Wap (pois a Vivo ainda não me ofereceu o Zap para GSM), enviei a mensagem… Ao custo de 5 reais.
Por esse preço, o uso da internet via celular continuará restrito aos pouco mais de 100 mil brasileiros que têm dinheiro para comprar iPhone – e não há surpresa alguma nisso…