Troller/Ford recompra picape defeituosa

Mais um fabricante de automóveis apela ao recall. Desta vez é a Troller, fabricante de jipes e picapes de fibra de vidro com sede no Ceará e que foi comprada pela Ford há pouco mais de um ano.

Segundo a empresa, as picapes Pantanal fabricadas em 2006 e 2007 podem ganhar trincas no chassi. “Em manobras [...]

pantanal2.jpgMais um fabricante de automóveis apela ao recall. Desta vez é a Troller, fabricante de jipes e picapes de fibra de vidro com sede no Ceará e que foi comprada pela Ford há pouco mais de um ano.

Segundo a empresa, as picapes Pantanal fabricadas em 2006 e 2007 podem ganhar trincas no chassi. “Em manobras bruscas, a estabilidade e a dirigibilidade estariam comprometidas”, completa o comunicado.

A solução encontrada pela Troller/Ford foi radical. Ela irá recolher os carros do mercado, recomprando-os de seus donos. Estima-se que menos de 80 picapes estejam rodando por aí.

Não foi divulgado de quanto será a indenização. Em 2006, quando foi lançada, a versão 4×2 custava 67 mil reais e a 4×4, a partir de 75 mil.

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Adeus, Ferrari. Bem-vindo, Tesla

É possível combater o aquecimento global sem abrir mão dos carrões esportivos? Parece que sim. Acaba de sair da fábrica o primeiro Tesla Roadster pronto para rodar nas ruas. O carro, feito pela empresa californiana de mesmo nome, é um foguete: acelera de 0 a 100 km/h em 4 segundos.
Ao contrário dos primeiros veículos elétricos, [...]

tesla21
É possível combater o aquecimento global sem abrir mão dos carrões esportivos? Parece que sim. Acaba de sair da fábrica o primeiro Tesla Roadster pronto para rodar nas ruas. O carro, feito pela empresa californiana de mesmo nome, é um foguete: acelera de 0 a 100 km/h em 4 segundos.

Ao contrário dos primeiros veículos elétricos, o Tesla não deixa o motorista na mão. Suas baterias de íons de lítio oferecem autonomia de 220 milhas (350 km). E o preço da recarga, nos EUA, é ninharia: 2 centavos de dólar por milha.

A então secretária de Estado dos EUA Condoleeza Rice dá uma volta no Roadster

A então secretária de Estado dos EUA Condoleeza Rice dá uma volta no Roadster

tesla41
O presidente da empresa, Elon Musk, não bobeou: comprou o Tesla número 1. Quem está na fila precisa de um pouco de paciência. As autoridades americanas deram sinal verde para a produção em série, prevista para 17 de março. A aprovação não surpreendeu. Em julho do ano passado, até a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, deu uma volta no carrão. Não reclamou.

Os Estados Unidos já dispõem de vários benefícios para quem decide abandonar o petróleo. Motoristas de carros elétricos dirigindo sozinhos podem andar nas faixas das rodovias dedicadas à carona solidária (car pool lane). O carro é vendido com isenção de impostos, tem estacionamento grátis em certos aeroportos que possuem vagas com tomada para recarga (como o de Los Angeles) e muitas cidades dispensam os carros elétricos de pagarem parquímetro (equivalente a nossa Zona Azul). Como se não bastasse, um projeto de lei em tramitação no Congresso americano pode dar aos compradores de carros elétricos desconto no Imposto de Renda.
tesla31
As primeiras unidades do Tesla serão um pouquinho mais lentas. A aceleração 0-100 km/h aumentou de 4 para 5,7 segundos. É que a transmissão do modelo mais rápido, de 2 velocidades, apresentou problemas. A fábrica preferiu manter o cronograma de lançamento, lançando um modelo com uma só marcha e motor mais potente. Aos que comprarem os primeiros Roadster, a Tesla promete upgrade gratuito no futuro, quando a tecnologia da transmissão estiver perfeita.

Interessado? Então reserve 98 mil dólares. Afinal, manter o status sem ferir a natureza também tem seu preço.
tesla51

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Fox: para VW, culpa é do consumidor

A revista “Época” retoma o tema do rebatimento do banco do Fox – aquele com um mecanismo capaz de decepar dedos. Desta vez, revela que, pelo menos em um dos processos movidos por donos do carro, a montadora se defende dizendo que a culpa é “exclusiva do consumidor”, que não seguiu as instruções do manual.

Acho [...]

pointing_finger.pngA revista “Época” retoma o tema do rebatimento do banco do Fox – aquele com um mecanismo capaz de decepar dedos. Desta vez, revela que, pelo menos em um dos processos movidos por donos do carro, a montadora se defende dizendo que a culpa é “exclusiva do consumidor”, que não seguiu as instruções do manual.

Acho que estão apontando o dedo – sem trocadilho – para a pessoa errada…

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Memória: 20 anos do fim do Mac brasileiro

Mês que vem faz 20 anos que a Unitron, fabricante do único clone brasileiro do Macintosh, teve o pedido de fabricação indeferido pelo governo do presidente José Sarney. Ainda me lembro: quando soube que haveria um Mac no Brasil, fiquei com água na boca – e, apesar do preço absurdo, sonhava em comprá-lo.
Era uma época [...]

unitron512.jpg

Mês que vem faz 20 anos que a Unitron, fabricante do único clone brasileiro do Macintosh, teve o pedido de fabricação indeferido pelo governo do presidente José Sarney. Ainda me lembro: quando soube que haveria um Mac no Brasil, fiquei com água na boca – e, apesar do preço absurdo, sonhava em comprá-lo.

Era uma época fronteiriça, que confrontava a vontade de desenvolvimento nacional com o respeito a patentes de fabricantes do Exterior. Por causa da reserva de mercado, fabricantes de microcomputadores estrangeiros não podiam vender seus produtos aqui – e governo e universidades trabalhavam com empresas nacionais na criação de computadores Made in Brazil – que, na prática, eram clones dos modelos de fora, só que muito mais caros.

O micro da Unitron, batizado de Mac 512, começou a ser desenvolvido em 1985 – portanto, 1 ano depois do lançamento do Mac original. Quando ficou pronto, foi comemorado como um marco da Engenharia Reversa brasileira – o termo descreve a abordagem técnica de se construir um equipamento similar ao original, sem copiá-lo.

Não foi isso que pensou a Apple, que conseguiu – sabe-se lá como – um protótipo da Unitron. Analisando-o, viu que o software interno era o mesmo, e fez um escãndalo dos diabos em Washington. O protesto ecoou no governo americano e fez com que fosse criada uma briga comercial entre Brasil e EUA: se o país não desistisse de piratear computadores, os americanos não comprariam mais sapatos e laranjas brasileiros.

A Unitron se defendeu, em vão. Um dos engenheiros envolvidos naquele projeto lembra que o protótipo obtido pela Apple era, de fato, um Mac original e não era o modelo fabricado aqui. Além disso, foi lembrado que a Apple não poderia se defender no Brasil porque não tinha patenteado sua tecnologia aqui – a lei estava a favor da Unitron.

O professor da UFRJ Ivan da Costa Marques conta em artigo* que por pouco a Unitron não teve seu projeto deferido. Segundo ele, naquele dia de março, o Conin – órgão do governo responsável por julgar os pedidos de recurso às decisões da Secretaria Especial de Informática – deveria reunir seus 16 conselheiros para a votação. Como o governo já tinha fechado questão sobre o assunto – melhor preservar sapatos e laranjas e sacrificar o micro -, 7 dos 8 conselheiros que representavam o governo votaram contra a Unitron (um se absteve). Dos represenantes da sociedade, 7 votaram a favor – um faltou. Sobrou para o presidente do Conselho, governista, que decidiu contra.

Estava feito. O projeto foi enterrado. A Unitron nunca mais voltou a ser o que era. A Apple conseguiu proteger suas patentes. E o mercado interno foi entregue totalmente aos clones de PC. Da época, sobrou apenas o catálogo do Mac 512, do qual saiu a foto acima.

*”O Caso Unitron e condições de inovação tecnológica no Brasil”

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
“Jumper” e o naturalismo pós-tech

Melhor que o transporte, só o teletransporte. Por enquanto, a novidade que desafogaria o trânsito em São Paulo só existe nos cinemas – e mesmo assim ainda oferece riscos. Em “A mosca da cabeça branca” (The Fly, 1958), o criador de um teletransporte vaporiza um gato antes de transformar a si mesmo num ser híbrido [...]

mosca_cabeca_branca.jpg

Melhor que o transporte, só o teletransporte. Por enquanto, a novidade que desafogaria o trânsito em São Paulo só existe nos cinemas – e mesmo assim ainda oferece riscos. Em “A mosca da cabeça branca” (The Fly, 1958), o criador de um teletransporte vaporiza um gato antes de transformar a si mesmo num ser híbrido homem-inseto. Na série “Jornada nas Estrelas” (Star Trek, 1966-69), por várias vezes os heróis só conseguiram ser rematerializados no último segundo, graças à dedicação do engenheiro Scott – e não sem algumas baixas.

Eis que surge agora “Jumper” (2008), filme que explora o sonho do transporte sem aborrecimentos como bilhete único sem carga ou trem lotado. No filme, que estréia hoje nos EUA (e em 28/03 no Brasil), um jovem tem certa anomalia genética que permite teletransportar a si e tudo em que se agarra (cadeira, guarda-sol, namorada) para qualquer lugar – até a Lua. O que ele não sabe é que tal anomalia tem sido transmitida há gerações, e seus portadores têm sido perseguidos e mortos por uma dinastia secreta.

É preciso ver “Jumper” para ter certeza, mas o trailler dá a entender que a habilidade de viajar de um lugar a outro em um segundo é só um pretexto para a produção de cenas de batalha com toques de “Matrix”. É pena.

Há nesses filmes novos, contudo, uma idéia mais perturbadora: a de que essas habilidades são dons (“gifts”) que não exigiram esforço algum para serem conquistados. Compare: antes, cientistas e engenheiros davam duro (e, às vezes, erravam feio); agora, ou se faz um upload no cérebro, ou se tem o “dom” – imagem de uma geração que ganhou de presente tecnologias como a internet e o celular, tal como se tira uma maçã da árvore. A conferir…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=9rz5NekSUTM&rel=1]

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Metrô de SP: lixeiras de volta em março

Finalmente o Metrô de São Paulo decidiu que vai recolocar as lixeiras nas áreas internas de suas estações. O trabalho começa dia 1.o de março, na Estação Sé.
As lixeiras tinham sido retiradas havia 1 ano por recomendação da Polícia, que temia atentados a bomba (na época, algumas ameaças foram registradas e pelo menos uma bomba [...]

Finalmente o Metrô de São Paulo decidiu que vai recolocar as lixeiras nas áreas internas de suas estações. O trabalho começa dia 1.o de março, na Estação Sé.

As lixeiras tinham sido retiradas havia 1 ano por recomendação da Polícia, que temia atentados a bomba (na época, algumas ameaças foram registradas e pelo menos uma bomba explodiu dentro de um vagão).

Agora só falta instalarem ar-condicionado nos vagões, especialmente nos da linha Vermelha. Já fiz o pedido (há um ano) e, como resposta, fiquei sabendo que a linha não comportaria mais um acréscimo no consumo de eletricidade.

Curiosidade: sei de pelo menos uma pessoa que não tinha notado a ausência das lixeiras. Onde será que ela jogava o lixo, então? Mistério.

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
O rato multicor da Multilaser

Nunca entendi o porquê de todos os PCs serem bege. Claro, hoje isso mudou – são todos ou prata, ou preto, ou os dois -, mas houve uma época em que micro colorido era tabu. Não sei se alguém lembra: na época da reserva de mercado, em 1985, uma empresa decidiu pintar seus PCs (montados [...]

multilaser.gif

Nunca entendi o porquê de todos os PCs serem bege. Claro, hoje isso mudou – são todos ou prata, ou preto, ou os dois -, mas houve uma época em que micro colorido era tabu. Não sei se alguém lembra: na época da reserva de mercado, em 1985, uma empresa decidiu pintar seus PCs (montados com caixas de aço) com cores berrantes: roxo, vermelho, amarelo… Duvido que tenham vendido algum (e o engraçado é que os monitores eram monocromáticos).

Aí o tempo passa e, 10 anos mais tarde, a Apple lança seus iMac em cores. Eram quase todos legais (gostava muito do Indigo Blue), mas sempre havia o risco de se enjoar da cor escolhida – o ideal, sempre pensei, era ter todos. E toda a indústria copiou: lá vieram os Compaq torre com frente plástica intercambiável (e que era vendida a 79 reais), os kits (toscos) de teclado e caixinhas de som para PC com plástico translúcido, até chegarmos aos notebooks Vaio e Dell de hoje, com tampas de diferentes cores (e até o Eee PC começa a ser vendido nos EUA com tampas multicoloridas).

Tudo isso me veio à mente quando soube do lançamento da Multilaser, a saber, um mouse com capa removível (foto). Ele é do tipo USB e será vendido em 2 embalagens: uma com apenas uma plaquinha (24,99 reais) e outra, com todas as plaquinhas (25,99). Finalmente poderemos ter todas as cores ao alcance da mão – literalmente.

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Inglaterra e os microcarros da Peel

O carrinho aí da foto não é de mentira. Existe mesmo – mas na Inglaterra. O P50 é apenas um dos exóticos microcarros fabricados pela Peel, da Ilha de Man – um lugar cuja bandeira não é menos exótica (três pernas saindo de um vértice comum).
O P50 parece cria do delírio dos anos 60. Segundo [...]

peel1.jpg

O carrinho aí da foto não é de mentira. Existe mesmo – mas na Inglaterra. O P50 é apenas um dos exóticos microcarros fabricados pela Peel, da Ilha de Man – um lugar cuja bandeira não é menos exótica (três pernas saindo de um vértice comum).

O P50 parece cria do delírio dos anos 60. Segundo a lenda, foi concebido para levar umaInterior do Peel P50 pessoa e sua sacola de compras (embora duvide que a sacola caiba em um espaço tão reduzido). Feito para circular pelo litoral da Ilha de Man, tem carcaça em fibra de vidro e usa um motorzinho de 49 cc que chega, no máximo, a 60 km/h.

É curioso lembrar que o P50 só tem três marchas à frente – “dar ré” significa sair do carro e arrastá-lo por uma alça na traseira.

A “marcha a ré” do Peel P50O que surpreende nos carrinhos da Peel nem é o tamanho – só aqui, em São Paulo, encontramos fabricantes de microcarros em forma de bugues e até de caminhões -, mas sim a permissão, dada pela Inglaterra, de rodar entre os grandes – algo que raros países têm coragem de fazer.

Para qualquer fabricante, o P50 já seria prova de ousadia. Mas a Peel foi além. Um de seus minicarros, chamado Trident, tem teto de bolha de vidro, como as naves de “Os Jetsons” (aconselha-se evitar capotamentos).

Segundo a Wikipedia, poucas dezenas de P50 ainda rodam por aí. Nas mãos de colecionadores, chegam a custar até 35 mil libras (85 mil reais). Saudosistas e curiosos endinheirados podem encomendar réplicas, destes e de outros microcarros – como o Messerschmitt, visto no filme “Brazil”, de Terry Gilliam. Elas custam a partir de 10 mil libras (35 mil reais).

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
Honda faz recall de Biz 125

Andar de moto já tem seus riscos. Logo, é dispensável a ajuda de fabricantes como a Honda, que vendeu 275 mil Biz 125 com um possível defeito de solda no chassi.
Segundo o aviso de recall, o chassi dos modelos listados poderia se romper e causar acidentes (imagine).
Bem que a VW poderia se inspirar no exemplo [...]

biz_2007_amarela.jpg

Andar de moto já tem seus riscos. Logo, é dispensável a ajuda de fabricantes como a Honda, que vendeu 275 mil Biz 125 com um possível defeito de solda no chassi.

Segundo o aviso de recall, o chassi dos modelos listados poderia se romper e causar acidentes (imagine).

Bem que a VW poderia se inspirar no exemplo e admitir a falha do Fox. O Ministério da Justiça já abriu processo contra a montadora. Se perder, a VW poderá pagar multa de até 3 milhões de reais.

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
São Paulo: mais contas na internet

Já disse aqui que, se há algo de bom no caso do mau uso dos cartões corporativos do Governo Federal, é justamente perceber que se pode acompanhar seus gastos pela internet.
Isso, contudo, não existia no Estado de São Paulo. Quem quisesse acompanhar o uso dos cartões de débito emitidos em nome do Governo teria que [...]

Já disse aqui que, se há algo de bom no caso do mau uso dos cartões corporativos do Governo Federal, é justamente perceber que se pode acompanhar seus gastos pela internet.

Isso, contudo, não existia no Estado de São Paulo. Quem quisesse acompanhar o uso dos cartões de débito emitidos em nome do Governo teria que ir até a biblioteca da Assembléia Legislativa.

Agora vejo que o Estado decidiu jogar alguma luz sobre o tema: desde ontem, o site da Secretaria da Fazenda publica o histórico de gastos, mas sem a identificação do titular do cartão.

Para complicar, a informação foi publicada na forma de enormes arquivos PDF. A relaçao de 2007, por exemplo, tem 2.698 páginas. Por isso, prepare-se para esperar – e muito – pela descarga dos dados em seu HD…

Avalie: 
Muito RuimRuimRegularBomMuito Bom
Compartilhe:
 
< Anterior   Páginas:   2  |  3  |  4  |  5  |  6     Próximo >
Versão Zero
 
Computadores, gadgets, celulares, software, internet, testes e muito mais
 
Páginas
 
 
Categorias
 
 
Twitter
 
 
Busca
 
 
Arquivo
 
February 2008
S M T W T F S
« Jan   Mar »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
242526272829  
 
Tags
 
 
Comentários