Leio no TI Inside que o deputado federal Paulo Maluf apresentou recurso no Superior Tribunal de Justiça contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que o condena por contratações sem concurso público, feitas pela Prodam, quando era prefeito de São Paulo. As contratações foram feitas pelo regime de CLT.
Para quem não sabe, a Prodam é uma empresa de economia mista, controlada pela Prefeitura e encarregada de boa parte do processamento eletrônico de dados do município. Trabalhei lá entre julho de 1991, na metade da gestão Erundina, e janeiro de 1993, início da gestão Maluf.
Para ser admitido, prestei concurso – a prova foi realizada num prédio da rua Pedro de Toledo – e participei de entrevista. Não conhecia ninguém, não era filiado a nenhum partido. Simplesmente fiz uma prova, apresentei meu currículo e fui admitido como Analista de Suporte Técnico, com a missão de escrever uma API para acesso a bancos de dados a partir de um gerador automático de programas na linguagem C.
Para ser demitido, tive apenas que esperar. Assim que Maluf assumiu a prefeitura, começaram os cortes semanais. Entrei na lista do dia 23. Fui chamado a uma sala, onde um homem de meia idade, com camisa estampada aberta no peito e grossas correntes no pulso e no pescoço me deu uma carta e disse: “Não precisamos mais dos seus serviços. Pode entregar sua carteira ao Departamento Pessoal”.
Não tive que repassar meu trabalho a ninguém, nem me despedir. Era só pegar minhas coisas e ir embora.
Do resto, a Quinta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado já sabe.



27 de February de 2008 às 14:06
Poxa, que saudade do Maluf… Queria que ele se candidatasse a alguma coisa. Só não pode ganhar!