Leio no NYT que a empresa de pesquisas Nielsen já não se contenta em medir a audiência de programas de TV. Ela quer saber também os sites que uma pessoa visita, os lugares aonde vai, seus hábitos no celular, e por aí.
O problema é que seus pesquisados, que sempre toparam docilmente receber centavos para que vigiassem seus hábitos no controle remoto da TV, responderam não quando a intenção era vigiar seus hábitos online.
Não que a Nielsen tenha se intimidado com isso – afinal, as empresas precisam conhecer seus consumidores.
Um de seus projetos de coleta de dados, tocado em parceria com a Ball State University, consiste em gravar imagens, a cada 10 segundos, do que os consumidores estão fazendo, para – como explica um press release – observar “como os indivíduos consomem as plataformas de vídeo tradicionais e emergentes, dentro e fora de casa”. Centenas de americanos já participam da pesquisa.
E o sacrifício de alguns consumidores-pesquisadores vai além. A reportagem lembra que a Nielsen anunciou este mês investimentos em uma pequena empresa da Califórnia que registra o movimento dos olhos, as ondas cerebrais e o ritmo respiratório das pessoas ao assistirem TV.
Para se posicionar melhor no campo da internet, a Nielsen comprou a NetRatings, que faz mensurações de audiência de sites na internet e que agora é chamada Nielsen//NetRating, parte da divisão Nielsen Online.
No Brasil, a empresa mantém uma joint venture com o Ibope no serviço Ibope//NetRatings de mensuração da internet brasileira. Que eu saiba, sem sensores pelo corpo.


