Fox decepa dedo: a resposta da VW

Enfim, uma resposta da Volkswagen ao problema do risco de ferimento no rebatimento do banco traseiro do Fox. A montadora disse hoje que a partir da semana que vem os donos de Fox poderão instalar em seus carros uma “peça adicional que evita eventuais erros na operação de rebatimento do banco traseiro”.
A peça é gratuita [...]

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Enfim, uma resposta da Volkswagen ao problema do risco de ferimento no rebatimento do banco traseiro do Fox. A montadora disse hoje que a partir da semana que vem os donos de Fox poderão instalar em seus carros uma “peça adicional que evita eventuais erros na operação de rebatimento do banco traseiro”.

A peça é gratuita e será fornecida pelas concessionárias da marca.

Agora há pouco, no “Jornal Nacional”, um executivo da empresa alemã insistiu que o sistema é seguro, desde que usado de acordo com o manual, e que os acidentes não justificam um recall.

O executivo disse ainda que as diferenças entre o Fox nacional e o europeu (foto acima) se devem a concepções de projeto diferentes, já que o banco, no caso do europeu, é bipartido.

Ninguém perguntou à Volkswagen porque ela esperou tanto tempo para tomar uma atitude, já que os primeiros casos foram conhecidos ainda em 2006. Tampouco sabemos se ela pretende mudar o sistema de rebatimento nos Fox produzidos de agora em diante.

A Volkswagen disse que até agora 700 mil Fox foram comercializados no país.

Agora é hora de fazer o “upgrade” no seu. E, se for alugar um, tenha o cuidado de verificar se a peça está lá…

Veja também: a foto da peça fornecida pela VW. E saiba qual foi a recomendação do Ministério da Justiça, feita em 2 de abril de 2008.

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Apple, Atari e o aterro de PCs

Dizem, em tom de deboche, que médicos costumam enterrar seus erros. Às vezes, com os engenheiros da computação, a história não é lá muito diferente.
Já é conhecida a história da Atari e do fracasso do cartucho “ET”, de 1982, para o console 2600. O game, feito para pegar carona no filme de Steven Spielberg, teve [...]

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Dizem, em tom de deboche, que médicos costumam enterrar seus erros. Às vezes, com os engenheiros da computação, a história não é lá muito diferente.

Já é conhecida a história da Atari e do fracasso do cartucho “ET”, de 1982, para o console 2600. O game, feito para pegar carona no filme de Steven Spielberg, teve 4 milhões de cópias produzidas. No entanto, o mercado só absorveu 1,5 milhão.

Resultado: o jogo encalhou, e a Atari amargou um prejuízo de US$ 536 milhões em 1983. Naquele mesmo ano, em setembro, um jornal de Alamogordo, no Novo México, denunciou a destruição e soterramento de equipamentos Atari em um depósito da cidade. O The New York Times contabilizou: foram 14 caminhões deAterro de Logan com Apple Lisas peças e cartuchos que hoje descansam sob concreto.

Soube hoje que o mesmo expediente foi seguido pela Apple com o Lisa (foto acima). Era um computador revolucionário, com mouse e interface gráfica, largamente inspirado nos projetos que a Xerox mantinha em seus laboratórios da Califórnia. Seu desenvolvimento, que começou em 1978, comeu US$ 50 milhões – sem mencionar o software, que levou outros US$ 100 milhões.

O Lisa foi lançado em 1983 por US$ 10 mil. No ano seguinte, a Apple lançou o Macintosh, por US$ 2.500. É fácil imaginar o que aconteceu: o Lisa empacou. Milhares de Lisas sobraram nas prateleiras. Em 1989, o golpe final: o estoque restante de 2.700 Lisas foi sepultado num aterro em Logan, Utah. Que descansem em paz.

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Impostos dobram preço de carro no Brasil

Este carrinho aí é nacional. Chama-se 828 e é fabricado pela Obvio! no Rio de Janeiro, para exportação. Vem bem recheado: motor Tritec 1.6 de 115 cv (mas pode vir com motores mais potentes, de 190 cv e 270 cv, preparados pela inglesa Lotus) e câmbio automático CVT (ou manual de 6 marchas).
Preocupado com o [...]

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Este carrinho aí é nacional. Chama-se 828 e é fabricado pela Obvio! no Rio de Janeiro, para exportação. Vem bem recheado: motor Tritec 1.6 de 115 cv (mas pode vir com motores mais potentes, de 190 cv e 270 cv, preparados pela inglesa Lotus) e câmbio automático CVT (ou manual de 6 marchas).

Preocupado com o planeta? Experimente a versão elétrica 828E, que usa baterias de íon de litio. Seu motor de 200 cv (120 kW) permite acelerar de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. A autonomia de até 450 km é possível,obvio_interior_828.jpg entre outros motivos, graças a um sistema de recarga em frenagens.

A Obvio! só produz por encomenda. Diz que este ano vai entregar 10 mil 828E para os Estados Unidos, a 49 mil dólares por carro. O modelo a gasolina sairá por 14 mil dólares e, segundo a empresa, uma produção de 50 mil, a ser entregue até 2009, já está vendida para a América do Norte.

E no Brasil, vende? Bem… Sim. A Obvio! diz em seu site que trabalha com listas de espera. É preciso mandar um e-mail para a Obvio! – e assinar o cheque.

Mas a mordida será feia: segundo o site, “para compra no Brasil, terão de ser adicionados ao valor do veículo aproximadamente 120% de impostos”. E os 14 mil dólares viram 55 mil reais.

A conta assusta: se um Fiat Mille de 22.900 reais embute 120% de impostos, então o carrinho mais barato do Brasil custa 10.400 reais, ou 5.800 dólares – e veja que este preço já inclui as margens de lucro do fabricante e da revenda.

E um Tata Nano trazido da Índia, quanto poderia custar aqui? É só adicionar, ao preço do carrinho (2.500 dólares) com frete (200 dólares), 35% de imposto de importação (875 dólares), mais 120% de impostos (4.050 dólares). Com o dólar a 1,80 real, chega-se fácil a 14 mil reais.

A conclusão é óbvia: já temos o nosso Tata Nano. Mas quando você compra um, paga por 2: o outro vai para o governo.

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O mundo pelas lentes de “Zeitgeist”

A sociedade controlada e totalitária tal como imaginada por filmes como “Matrix”, “Johnny Mnemonic” ou “Minority Report” já está sendo planejada hoje. Quem alerta é o documentário “Zeitgeist” (2007), escrito e dirigido por Peter Joseph.
“Zeitgeist” é um filme diferente e ambicioso. Foi feito sem fins lucrativos – você vai encontrá-lo para download aqui e até [...]

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A sociedade controlada e totalitária tal como imaginada por filmes como “Matrix”, “Johnny Mnemonic” ou “Minority Report” já está sendo planejada hoje. Quem alerta é o documentário “Zeitgeist” (2007), escrito e dirigido por Peter Joseph.

“Zeitgeist” é um filme diferente e ambicioso. Foi feito sem fins lucrativos – você vai encontrá-lo para download aqui e até no YouTube, em partes, aqui. E busca nada mais, nada menos que dissecar as intenções ocultas do cristianismo, do poder financeiro e das guerras.

Joseph atira para todo lado. Além de denunciar que Jesus pode nunca ter existido e que as crises financeiras do início do século 20 nos EUA foram provocadas por banqueiros gananciosos, ele afirma que os atentados de 11 de setembro foram promovidos com ajuda do governo norte-americano, assim como o afundamento do navio Lusitânia, na 1.a Guerra, o ataque a Pearl Harbor e o envolvimento na guerra do Vietnã.

Exagero? Então dê um forward rápido para a parte final. Segundo o filme, todas as religiões, o sistema financeiro internacional e as guerras foram criados para manter a humanidade submissa e amedrontada. O golpe final virá quando os habitantes da Terra forem etiquetados com chips subcutâneos (foto acima).

Em seu site, Joseph conclama quem já viu o filme (e gostou) a organizar sessões públicas em suas comunidades. O “Dia Z”, como foi chamado, já está marcado: 15 de março de 2008.

Se você espera que eu lhe diga se tudo o que Joseph mostra é ou não verdade, esqueça. Assista e decida. Mas que é instigante, isso é.

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