MySQL é da Sun: e agora?

Um dia, quando visitava a sede da Oracle perto de San Francisco, na Califórnia, conversávamos eu e um dos executivos da empresa sobre o futuro da indústria de informática, quando meu interlocutor sentenciou: “no futuro haverá umas três megaempresas no setor, e a Oracle será uma delas”.
Acabo de ler que a Sun Microsystems combinou a [...]

Um dia, quando visitava a sede da Oracle perto de San Francisco, na Califórnia, conversávamos eu e um dos executivos da empresa sobre o futuro da indústria de informática, quando meu interlocutor sentenciou: “no futuro haverá umas três megaempresas no setor, e a Oracle será uma delas”.

Acabo de ler que a Sun Microsystems combinou a compra da MySQL e aquele papo de quatro anos atrás voltou à memória.  É um acordo bilionário (envolve aquelas trocas de ações e pagamentos de praxe que, somados, chegam a 1 bilhão de dólares).

Para quem não conhece, MySQL é uma marca de banco de dados que se tornou ícone do mundo do software livre (onde se pode copiar e distribuir programas e mesmo assim não ser chamado de pirata).

Bem, MySQL era um software livre a seu modo: havia, sim, versões pagas e que garantiam o ganha-pão de seus funcionários. Mas suas versões gratuitas deram formato a um mercado que mudou as práticas de negócio de empresas como Oracle e Microsoft.

A MySQL, e também a Sun, merece nosso respeito. Mas o negócio inegavelmente simboliza um passo a frente rumo ao mundo protetizado pelo colega da Oracle.

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2010, o ano do carro elétrico

Esqueçam as teorias da conspiração da indústria do petróleo: os americanos já conhecem – e bem – o carro elétrico. Desde 2000 a Toyota oferece por lá o Prius, que, a bem da verdade, é híbrido – para força e velocidade, um motor a gasolina; para o anda-e-pára do trânsito, um motor elétrico. As baterias [...]

toyota_prius20081

Esqueçam as teorias da conspiração da indústria do petróleo: os americanos já conhecem – e bem – o carro elétrico. Desde 2000 a Toyota oferece por lá o Prius, que, a bem da verdade, é híbrido – para força e velocidade, um motor a gasolina; para o anda-e-pára do trânsito, um motor elétrico. As baterias são carregadas pelo motor a gasolina, enquanto o carro anda.

Mas em 2010 isso pode mudar: Toyota e GM prometem carros com baterias de íon de lítio, que podem ser recarregadas na tomada. Como ainda não dá para ter um carro 100% elétrico, tanto o Prius 2010 como o Chevrolet Volt ainda serão híbridos.

Na versão 2008, o Prius faz mais de 20 km/litro, roda até 900 km com uma carga/tanque e preço (lá) a partir de 20 mil dólares. Parece bom, mas para os críticos isso não adianta. Afinal, a energia, lá, vem de termoelétricas a carvão e o uso de eletricidade nos carros apenas transferiria a nuvem de fuligem de um lugar para outro. Por aqui a energia elétrica pode até ser limpa. Mas com os carros a história é outra…

Veja também: Quem matou o carro elétrico?

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TV digital no notebook: teste no Zumo

Falando em TV digital no notebook: o Zumo testou outro receptor, desta vez da Tec Toy. O preço é quase o mesmo do da Leadership. Compare as opiniões e saiba mais aqui.

Falando em TV digital no notebook: o Zumo testou outro receptor, desta vez da Tec Toy. O preço é quase o mesmo do da Leadership. Compare as opiniões e saiba mais aqui.

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TV digital no notebook

Enquanto esperava pelo conserto de meu notebook antigo, observava a prateleira da pequena loja na cabeceira do Viaduto Santa Ifigênia. Foi quando vi, à venda por 400 reais, um receptor de TV digital para notebook. Um micro fazia a demonstração do produto, da marca Leadership. No mesmo instante, na minha frente, dois outros clientes, amigos [...]

Enquanto esperava pelo conserto de meu notebook antigo, observava a prateleira da pequena loja na cabeceira do Viaduto Santa Ifigênia. Foi quando vi, à venda por 400 reais, um receptor de TV digital para notebook. Um micro fazia a demonstração do produto, da marca Leadership. No mesmo instante, na minha frente, dois outros clientes, amigos entre si, trocavam exclamações:

- Nooossa, que qualidade!

- Imagem perfeita!

Pedi licença e fui conferir de perto. O troço consistia num adaptador USB e uma pequena antena. Serve para sintonizar TV digital, sim, mas no padrão 1seg – se você não sabe o que é isso, pense na telinha do seu celular e numa imagem com qualidade suficiente para aparecer nela. Isso é 1seg: uma imagem com resolução de 320 pontos, que é metade de um VGA e que só parecerá boa se a tela for pequena. E isso custa 400 reais!

Ok, pensei, pelo menos dá para assistir à TV digital. Fui mudando de canal: ora a cabeça das pessoas ficava oval, ora redonda. Ora a tela era retangular, ora quadrada (quadrada, aqui, é uma aproximação; a tela da TV convencional também é retangular, mas numa proporção menor). Ou seja: as emissoras transmitem sinal digital, sim, mas nem sempre com imagem larga.

E, no notebook, a resolução não é alta, nem média: é baixa, mesmo. Conforme-se com a recepção, que é bem boa.

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Internet móvel: escolha complicada

Andei dando uma olhada nos planos de internet móvel das operadoras de celular disponíveis em São Paulo – e o que vi foi uma nuvem cinzenta, que dificulta muito a comparação.
A Claro tem um plano de 500 Mbps a 70 reais e outro de 1 Gbps a 100 reais, ambos sem limite de download (dados [...]

Andei dando uma olhada nos planos de internet móvel das operadoras de celular disponíveis em São Paulo – e o que vi foi uma nuvem cinzenta, que dificulta muito a comparação.

A Claro tem um plano de 500 Mbps a 70 reais e outro de 1 Gbps a 100 reais, ambos sem limite de download (dados baixados) ou de upload (dados transmitidos).

O de 1 Gbps é mais vantajoso porque deixa o modem bem mais barato (cerca de 240 reais). Quem não quiser pagar por banda ilimitada pode contratar um dos pacotes de internet, com limites entre 10 MB e 2 GB e preços entre 20 reais e 100 reais.

Já a Tim tem o Tim Web. É um serviço que parece mais em conta, mas é cobrado por tráfego (há um “taxímetro” que mede os dados baixados e transmitidos). Numa promoção de lançamento, o serviço de 1 GB custa R$ 49 por mês e o minimodem USB sai por R$ 99 (se for placa PCMCIA, sai de graça). Há ainda outros dois planos, um com 250 MB e outro com 40 MB que custam, respectivamente, R$ 19 por mês e R$ 9,90 por mês. Só que aí o preço do modem aumenta para 199 reais e 389 reais. Você pode usar o chip do Tim Web para falar no celular, mas pagando os minutos e os torpedos em separado e quase a preço de pré-pago.

Ah, está nas letras miúdas que essas mensalidades valem por 6 meses para assinaturas contratadas até 31 de dezembro de 2007, ou seja, já devem estar mais caras… Os valores normais eram 69, 29 e 19 reais.

A Vivo parece que ainda não acertou a oferta de banda larga sem fio em GSM e continua oferecendo modems CDMA. Acabei de ver que um modem custa quase 500 reais e não entendi nada, já que em novembro havia promoções onde o modem saía por até 10 reais (bom, era promoção..). O plano CDMA deles é o Vivo Zap e custa 139 reais na opção ilimitada. Eles também têm um plano avulso que cobra 5,90 reais por MB.

A Vivo ainda exige (ahn?) a contratação de um provedor de acesso que custa 19,90 reais, mas parece que oferecem “como cortesia” a gratuidade dessa cobrança para quem assinar agora… Já ouvi dizer que quem mora longe das grandes cidades, sem cabo nem ADSL, gosta da recepção da Vivo e compra esses modems.

A conclusão? A Tim é mais acessível por ter mensalidades baratas e com limite maior que o da Claro no plano dos pacotes, mas a Claro tem planos ilimitados mais econômicos. A Vivo, por sua vez, ganha pontos pela abrangência e qualidade do sinal. Entendeu?

Ah: os planos e preços podem mudar sem aviso prévio.

Veja também: Teste do Tim Web

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